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    Presidente dos EUA, Donald Trump, conversa por telefone com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, na Sala Oval da Casa Branca, em 28 de janeiro de 2017

    Mídia: Aliados de Obama travam campanha secreta contra administração Trump

    © REUTERS / Jonathan Ernst
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    Os membros da administração do ex-presidente norte-americano, Barack Obama, travaram durante meses uma campanha secreta para difamar o ex-conselheiro de Donald Trump para a Segurança Nacional, Michael Flynn, que renunciou por causa do escândalo do telefonema ao embaixador russo.

    Segundo o portal The Washington Free Beacon, que cita suas fontes, funcionários da administração Obama queriam criar obstáculos para o sistema de segurança nacional do novo presidente, de forma a preservar o acordo nuclear com o Irã, contra o qual Flynn se pronunciou. A campanha se iniciou alguns meses antes da posse de Trump.

    "É inegável que a campanha para desacreditar Flynn já decorria a bom ritmo antes da tomada de posse, com uma série muito problemática e politizada de vazamentos, projetados para causar danos à sua reputação", disse à edição um veterano de segurança nacional com laços estreitos à equipe da Casa Branca. "Esse exemplo me faz lembrar a preparação do acordo com o Irã, e provavelmente as personagens envolvidas eram as mesmas."

    A campanha estava direcionada contra a revelação pela administração de Trump de detalhes secretos do acordo nuclear com o Irã, escondidos pela administração anterior.

    "Eles sabiam que o alvo número um é o Irã… [e] todos sabiam que seu pequeno acordo sagrado com o Irã estava ignorando as regras. Então, eles se livraram de Flynn antes de qualquer um dos acordos [secretos] ter surgido", adicionou a fonte da edição.

    O portal destaca que a campanha contra Flynn pode afetar outras personalidades na administração de Donald Trump.

    Na segunda-feira (13), Flynn deixou o cargo e reconheceu que tinha dado ao presidente  informação incompleta sobre os contatos com o embaixador russo em Washington, Sergei Kislyak. Em dezembro de 2016, a mídia informou que o assessor de Trump tinha discutido com Kislyak as sanções contra a Rússia. O porta-voz do presidente russo, Dmitry Peskov, afirmou que Flynn falou de fato com o diplomata, mas a mídia interpretou a conversa de forma errada.

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    Tags:
    vazamento, programa nuclear iraniano, acordo nuclear, Barack Obama, Donald Trump, Michael Flynn, Irã, EUA
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