15:48 17 Janeiro 2020
Ouvir Rádio
    Américas
    URL curta
    4191
    Nos siga no

    James Perry, ex-chefe do Pentágono, fez um aviso à administração norte-americana, sublinhando que a recusa dos EUA de prolonar o Tratado de Redução de Armas Estratégicas com Moscou seria um grande erro.

    "Seria um erro trágico não aceitar a proposta da Rússia sobre o prolongamento do tratado", disse Perry em uma entrevista para o jornal Politico.

    Anteriormente a Reuters havia informado que, durante a última conversa telefônica com o líder russo Vladimir Putin, Donald Trump chamou o Tratado de Redução de Armas Estratégicas "de acordo ruim para os EUA". A Casa Branca recusou comentar o assunto, dizendo que se tratou de uma conversa privada entre os líderes. Na sexta-feira (10), Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, declarou que, para continuar as negociações sobre prolongamento do tratado, é necessário atualizar as posições das partes.

    Comentando as palavras de Trump, James Perry destacou que "o tratado não pressupõe o desarmamento e a verificação igual para as partes" e que este documento é mais exigente em relação à Rússia do que aos EUA.

    Em 2010 a Rússia e os EUA assinaram o Tratado de Redução de Armas Estratégicas. Tendo entrado em vigor em 2011, o tratado visa reduzir as forças estratégicas (mísseis e bombardeiros com capacidade nuclear) até 700 unidades de cada parte e até 1550 ogivas nucleares cada país. O tratado foi assinado para um prazo de 10 anos.

    Posteriormente, Barack Obama apresentou a proposta de reduzir as armas para mais um terço, mas Moscou recusou, se referindo ao aumento dos sistemas de defesa antimíssil dos EUA e a outros assuntos nas relações bilaterais. Mais tarde, os EUA propuseram prolongar o tratado por mais três anos, mas a chancelaria russa declarou que a proposta oficial não foi apresentada.

    Mais:

    Rússia: escudo antimísseis dos EUA na Europa viola Tratado INF
    Chancelaria russa acusa EUA de violarem Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares
    EUA impõem sanções a cinco empresas russas alegando a Lei de Não-Proliferação
    Tags:
    armamento, tratado, Casa Branca, Donald Trump, Rússia, EUA
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar no FacebookComentar na Sputnik
    • Comentar