02:05 21 Fevereiro 2018
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    Agência Central de Inteligência dos EUA (CIA na sigla em inglês)

    Inteligência dos EUA analisa capacidade da Rússia de 'sobreviver a ataque nuclear'

    © AP Photo/ Carolyn Kaster
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    A inteligência e Comando estratégico das Forças Armadas dos EUA (STRATCOM, United States Strategic Command) estão avaliando a capacidade das autoridades russas e chinesas de "sobreviver a ataque nuclear", informa Bloomberg.

    Segundo dados da agência, a análise está sendo efetuada a pedido do Congresso e iniciou-se antes de o presidente dos EUA, Donald Trupm, tomar posse. A iniciativa foi apoiada pelos principais partidos do país — Republicano e Democrata. Os senadores desconfiam das autoridades russas e se preocupam com o crescente poderio militar da China.

    De acordo com Bloomberg, os diretores da inteligência nacional e do STRATCOM vão avaliar as capacidades dos dois países caso fossem atacados. A análise incluirá "localização e descrição das comunicações subterrâneas de importância política e militar".

    Na sua primeira entrevista como presidente dos EUA, Donald Trump declarou que atenuação das sanções antirrussas poderia acontecer se os dois países chegassem a um acordo sobre desarmamento nuclear. Segundo Dmitry Peskov, porta-voz do presidente russo, tais assuntos não possuem nada em comum do ponto de vista pericial.

    O acordo de desarmamento estratégico (START II, Strategic Arms Reduction Treaty) entre Rússia e EUA foi assinado em Moscou no dia 3 de janeiro de 1993. As partes concordaram em reduzir suas forças estratégicas até 2003 em dois terços. Até 2003, o número de ogivas nucleares dos acordados não deveria exceder 3,5 mil unidades.

    A Rússia ratificou o acordo em conjunto com o protocolo de 14 de abril de 2000 com condição de manter-se o acordo sobre limitação dos sistemas de defesa antiaérea.

    Os Estados Unidos autorizaram o documento em janeiro de 1996, mas mesmo assim o acordo em conjunto com o protocolo de 26 de setembro de 1997 não foi ratificado.

    Com a saída dos EUA do acordo sobre defesa antiaérea em 13 de junho de 2002, a Chancelaria russa declarou que devido às ações de Washington, Rússia "confirma ausência de interesse dos [EUA] para que acordo START II entre em vigor".

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    Tags:
    tomada de posse, relações bilaterais, armas nucleares, desarmamento, ataque nuclear, análise, Partido Democrata, Partido Republicano, Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Congresso dos EUA, Comando Estratégico dos EUA, Inteligência Nacional dos EUA, Dmitry Peskov, Donald Trump, China, Moscou, Rússia, Washington, EUA
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