19:19 25 Setembro 2017
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    Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, participa em Caracas da cerimônia em homenagem a Fidel Castro, líder da Revolução cubana falecido em 25 de novembro de 2016

    Maduro pede fim das 'conspirações' norte-americanas contra a Venezuela ao governo Trump

    © AFP 2017/ JUAN BARRETO
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    O presidente venezuelano Nicolas Maduro instou neste domingo (22) o novo presidente norte-americano Donald Trump a cessar as conspirações dos EUA contra a Venezuela, que, segundo o líder latino-americano, foram sustentadas continuamente por seus predecessores George W. Bush e Barack Obama.

    Notando que Trump disse em seu discurso inaugural que irá iniciar uma nova fase de não-intervenção nos assuntos internos de outros países, Maduro disse que seu governo quer melhorar as relações políticas, econômicas e energéticas com Washington, sobre a base do respeito mútuo e da não ingerência nos assuntos internos do país sul-americano.

    "Eu viro a página, Obama é história passada, chegou Trump", disse o líder venezuelano durante seu programa dominical de rádio e televisão.

    Maduro, como seu antecessor e padrinho político Hugo Chavez, tem enfrentado anos de relações tensas com os Estados Unidos.

    Deixando de lado o discurso agressivo, o presidente venezuelano disse estar disposto a não se apressar para classificar como boa ou má a gestão como governante do magnata republicano, que está apenas começando. No entanto, Maduro também afirmou não ter falsas expectativas sobre a mudança na Casa Branca;

    "Este homem que está aqui", disse Maduro, referindo-se a si mesmo, vai fazer tudo ao seu alcance para que o novo governo dos EUA finalmente corrija os "erros" na política externa dos seus antecessores e comece com Caracas uma nova fase de "diálogo, respeito, não intervencionismo em assuntos internos de nossos países".

    Bandeira Nacional da República Bolivariana da Venezuela
    © flickr.com/ Cristóbal Alvarado Minic
    Apesar de repetidamente acusar Washington de financiar setores venezuelanos violentos através de escritórios do governo norte-americano, e de conspirar para derrubar o governo socialista da Venezuela, os atritos frequentes não afectaram os laços comerciais estreitos de ambos os países. Os Estados Unidos continuam a ser um dos maiores mercados para o petróleo venezuelano.

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    Tags:
    intervenção, relações, conspirações, Hugo Chávez, George W. Bush, Barack Obama, Donald Trump, Nicolas Maduro, Venezuela, EUA
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