Bloomberg: Putin começa a conquistar mentes dos norte-americanos, e talvez seus corações

© Sputnik / Mikhail Klementiev  / Acessar o banco de imagensVladimir Putin durante coletiva de imprensa anual realizada em 23 de dezembro
Vladimir Putin durante coletiva de imprensa anual realizada em 23 de dezembro - Sputnik Brasil
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Segundo uma pesquisa do Pew Research Center, o número de americanos que veem com bons olhos Vladimir Putin tem aumentado em comparação com os dados de há dois anos, escreve Leonid Bershidsky em seu artigo para a Bloomberg.

Não importa quão pouco os americanos confiam na sua mídia e outras instituições, pois lhes conseguiram convencer de que a Rússia levou a cabo ataques cibernéticos contra os democratas e de que "a influência e o poder russos" representam uma ameaça, observa o autor.

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No entanto, isso não significa que a maioria dos americanos esteja irritada com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, nem que queira punir o seu país, observa o jornalista, se referindo aos dados das últimas pesquisas.

"Tanto as sanções antirrussas como as tentativas de Obama de demonizar a Rússia por sua suposta intervenção nas presidenciais parecem ter provocado um efeito contrário", enfatiza Bershidsky.

De acordo com o colunista, a ideia de Donald Trump de elaborar um acordo mutuamente aceitável com a Rússia é quase tão popular entre o eleitorado como uma resposta dura. O acordo é apoiado por uma maioria mesmo entre os que votaram nos republicanos. Até mesmo um dos principais críticos da Rússia, o senador John McCain, é a favor da candidatura de Rex Tillerson, que apresentou uma política razoável e flexível em relação à Rússia.

"Parece que é isso que Putin sempre esperou dos EUA. Nunca sonhou com relações amistosas e idílicas com eles", opina o autor. "O objetivo era estabelecer um diálogo sem motivos ideológicos e baseado em interesses comuns e o respeito mútuo dos acordos".

O colunista se lembra das palavras de Sergei Karaganov, conselheiro de política externa do Kremlin:

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"A concorrência com os Estados Unidos não vai desaparecer. Pode ser aguda e até mesmo perigosa. Mas a chegada da nova administração, que quer se concentrar no crescimento do seu próprio país, cria um leque de oportunidades para normalizar as relações e construí-las na base de interesses e equilíbrios", disse o político russo, citado pelo autor.

Talvez hoje, depois de todas as guerras devastadoras do século XX e dos sangrentos conflitos dos últimos 15 anos, seja muito mais difícil despertar ânimos belicosos no público, pressupõe Bershidsky no seu artigo para a Bloomberg.

Talvez o fato de ser uma potência nuclear inspire certo respeito pela Rússia, continua o jornalista.

Ou talvez, ao convencer os americanos de que os russos intervieram com sucesso nas eleições presidenciais nos EUA, os democratas e a mídia tenham fortalecido a ideia do público sobre a força da Rússia, bem como a necessidade de ter cuidado na hora de lidar com ela.

"Se isso é verdade, então, o fato é que os EUA ajudaram Putin a reforçar ainda mais o seu poder", conclui Bershidsky.

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