00:22 10 Dezembro 2019
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    O chefe do Pentágono, Ashton Carter, durante a coletiva de imprensa com o presidente afegão, Ashraf Ghani, em Kabul

    Chefe do Pentágono se queixa de Putin

    © AFP 2019 / NOORULLAH SHIRZADA
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    Prestes a deixar o cargo de chefe do Pentágono, Ashton Carter acha que os EUA não conseguem melhorar as relações com a Rússia devido ao seu presidente Vladimir Putin. Isso foi declarado por ele em entrevista ao The Wall Street Journal.

    Segundo disse o político, Putin avalia o sucesso da sua política conforme o "nível de desconforto" que ele alegadamente cria "em todo o mundo".

    "Por isso é tão difícil para nós construir pontes com os líderes russos", se queixa o chefe do Pentágono, cujo cargo irá terminar após a posse de Donald Trump.

    Além disso, ele criticou particularmente Moscou pela sua operação na Síria.

    De acordo com Carter, a Rússia não fez nada na Síria para combater o Daesh (organização terrorista proibida em muitos países, incluindo a Rússia). "Eles estão lutando contra a oposição moderada junto com o governo sírio", afirmou.

    Carter também acrescentou que apelou ao novo Congresso e à nova Administração presidencial para continuarem os programas financeiros que têm como objetivo proteger os aliados europeus dos EUA de uma "intervenção russa".

    "Nós teremos que demonstrar na Europa tais qualidades de líder que mantenham os países da OTAN juntos, porque desintegrar a Aliança Atlântica e separar dela os seus membros é um dos objetivos da Rússia", sustenta.

    O WSJ aponta que a análise de comportamento da Rússia na Síria e fora dela feita por Carter é completamente diferente da do presidente eleito dos EUA.

    O chefe do Pentágono é um dos muitos políticos americanos que têm acusado a Rússia de "brandir as armas" e afirmado que esse país alegadamente representa uma ameaça para seus vizinhos da aliança militar. Entretanto, Vladimir Putin acrescentou em entrevista ao jornal italiano Corriere della Sera: só uma pessoa doente poderá imaginar que a Rússia ataque os países da OTAN.

    Os representantes dos EUA também declararam retiradamente que a Força Aeroespacial da Rússia está realizando ataques aéreos na Síria não contra o Daesh, mas contra os civis e a oposição moderada. Mas nem Carter, nem qualquer outra pessoa apresentaram qualquer evidência disso.

    O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, mostrou anteriormente a disponibilidade da Rússia para "investigar tais declarações", mas à Rússia não foram apresentados nenhuns fatos.

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    Tags:
    acusações, ameaça russa, relações bilaterais, Força Aeroespacial da Rússia, Daesh, Chancelaria, Congresso dos EUA, OTAN, Donald Trump, Ashton Carter, Sergei Lavrov, Vladimir Putin, Síria, EUA, Rússia
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