12:47 02 Junho 2020
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    Informações do vigia foram fundamentais para prisão do suspeito; crime chocou a Colômbia e levou a população às ruas para protestar por leis mais duras contra agressores sexuais.

    Rafael Uribe Noguera
    © Foto / Reprodução/Arquivo Pessoal
    O vigia do apartamento de Rafael Uribe Noguera, acusado de estuprar e matar uma menina de sete anos, foi encontrado morto depois de testemunhar sobre o caso nesta semana.

    Merchan tinha 58 anos e foi encontrado pela filha, que notificou imediatamente as autoridades colombianas. Seu corpo tinha ferimentos de faca no pescoço, braços e peito, além de uma carta para a filha. A Polícia trabalha com as hipóteses de assassinato ou suicídio, sendo esta última a possibilidade mais forte dadas as características dos ferimentos e o conteúdo do texto, que dizia:

    "Desculpe-me filhinhas, Mary e outros familiares e amigos, mas não quer para voltar para a cadeia. Eu não quero estragar o Natal de vocês, eu sou inocente", em um trecho que poderia revelar possíveis antecedentes criminais do vigia.

    A Polícia diz que está checando o passado dele. Por enquanto, a única declaração oficial sobre a testemunha destacou a importância de sua colaboração para identificar o suspeito da morte da criança.

    "O testemunho de Merchán nos deu muitas luzes para ter um melhor conhecimento do ocorrido", afirmou o procurador-geral Néstor Humberto Martínez ao comentar a morte do segurança.

    Entenda o caso

    Arquiteto e membro de uma família rica de Bogotá, Rafael Noguera teria tomado a menina à força no bairro Bosque Calderón Tejada, ao leste de Bogotá, até seu apartamento. Lá, a Polícia encontrou o corpo de Yuliana Samboní, que era indígena e tinha apenas sete anos.

    O crime causou comoção nacional, levando o Congresso do país a discutir o endurecimento das leis para estupradores na Colômbia. Nas ruas, chegou-se a exigir a adoção da prisão perpétua, da pena marcial e a castração química de estupradores. 

    O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, também manifestou repúdio durante coletiva de imprensa realizada nesta semana. "Exijo, como exigem todos os colombianos, a mais rápida e severa justiça que caia sobre o responsável deste assassinato", afirmou.

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    Tags:
    Congresso colombiano, Néstor Humberto Martínez, Fernando Merchán, Yuliana Samboní, Rafael Uribe Noguera, Juan Manuel Santos, Bosque Calderón Tejada, Bogotá, Colômbia
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