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    Trump pode vir a corrigir o maior fracasso de Obama

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    Se o presidente eleito dos EUA, Donald Trump, quer provar para os outros líderes mundiais que ele sabe o que está fazendo, a sua política externa deve começar com tentativas de melhorar as relações com a Rússia, escreve o Time.

    O "reinício" das relações com a Rússia foi o maior fracasso na política externa da administração de Barack Obama, e agora Trump tem que corrigir isso, escreve o autor da matéria.

    "Obama e sua secretária de Estado, Hillary Clinton, não conseguiram entender que a contraposição dos EUA com a Rússia, especialmente nas questões que para os russos são muito mais importantes do que para os americanos, não é vantajosa", se diz no artigo.

    O novo chefe da casa Branca acredita que Washington tem que intervir menos nos assuntos dos outros e fazer mais por si. A exclusividade americana não vale nem um centavo a mais do que é possível obter por ela no mercado aberto, assinala autor.

    "Trump certamente cederá a Crimeia à Rússia e vai desistir da linha dura de Obama em relação à Ucrânia", escreve Time. O futuro líder americano merece louvor por baixar o nível das tensões que estavam atingindo uma espiral perigosa.

    No entanto, a Rússia não é o único país em relação ao qual Trump terá que mudar a política. Washington também deve rever seus pontos de vista sobre o conflito sírio, diz o autor do artigo.

    "Muitos pontos políticos, que Trump pode ganhar e ganhar rapidamente, serão recebidos não como resultado da resolução dos problemas globais, mas como resultado de desistência das lutas que não podem ser vencidas", frisa autor. Como escreve o Time, Trump está ciente de que os EUA não podem voltar a reunir todas as partes da Síria, considerando todo o caleidoscópio de interesses e de jogadores que já estão no terreno, por isso, o presidente eleito dos EUA vai lutar apenas contra os terroristas do Daesh (organização terrorista, proibida na Rússia).

    Mais um político com quem Trump pode restabelecer o contato é o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, que anteriormente declarou que a presidência de Trump marca uma "nova era" da democracia americana. Para melhoria das relações pode contribuir a extradição inimigo mortal de Erdogan, clérigo Fethullah Gulen, considera autor do Time. Além disso, se a cooperação de Trump com Putin e Erdogan for se expandindo, os EUA, a Rússia e a Turquia podem começar a discussão trilateral.

    Outra questão da política exterior muito importante é Japão. O presidente eleito dos Estados Unidos deve prestar atenção ao fato de que Tóquio, nos últimos cinco anos estava aumentando seus gastos militares, adverte publicação.

    "O desejo do Japão assumir as responsabilidades na área de segurança se dá perfeitamente bem com as intenções de Trump", afirma o artigo.

    Os EUA também não devem esquecer da Canadá, pois a quinta parte da economia canadense depende das exportações aos Estados Unidos. Nesta área há muito espaço para cooperação, escreve o Time.

    "Estes quatro anos serão interessantes ", conclui o autor do artigo.

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    Tags:
    relações internacionais, Barack Obama, Donald Trump, Crimeia, Síria, Canadá, Japão, Turquia, EUA
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