23:16 24 Agosto 2019
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    Soldado das Forças Armadas dos EUA

    National Interest analisa problema principal das Forças Armadas dos EUA

    © flickr.com/ U.S. Army / Venessa Hernandez
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    Os gastos dos EUA em armamento de alta tecnologia não se justificam, escreve a revista National Interest. É habitual pensar que a máquina militar americana não tem iguais hoje. As Forças Armadas dos EUA têm todas as vantagens: tecnologias desenvolvidas e o equipamento mais avançado.

    No entanto, o avanço tecnológico das forças americanas é um pau de dois bicos, afirmam os especialistas militares Tobias Burgers e Scott Ramaniuk.

    Os autores refletem no National Interest: será que os EUA podem conduzir uma guerra total usando os tipos de armas mais avançados quando o seu custo atinge valores astronômicos? Por exemplo, as operações da Força Aérea dos EUA contra o Daesh [organização proibida em muitos países, incluindo a Rússia] custam 600 mil dólares por hora aos contribuintes americanos. Neste momento, as despesas totais dos EUA com a companha no Afeganistão já atingiram 750 bilhões de dólares, e as com a companha no Iraque já alcançam 819 bilhões de dólares. Estes meios poderiam com certeza ser gastos de maneira mais útil para o desenvolvimento dos EUA, escrevem os autores.

    O perigo da situação atual, como apontam os autores da matéria, é que os adversários dos EUA podem alcançar os mesmos objetivos que os EUA, mas pagando menos. Por exemplo, se um míssil de cruzeiro Tomahawk custa um milhão e meio de dólares, um cinto comum de terrorista suicida – o principal meio principal usado pelos combatentes para provocar o pânico e o terror — custa-lhes não mais de que 150 dólares. Atualmente os EUA não podem continuar gastando somas gigantescas em armamento. Assim, os fatores econômicos devem desempenhar um papel mais importante na formação da política de defesa do país, concluíram os autores.

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    Tags:
    mísseis de cruzeiro, despesas, tecnologia militar, armamento, Daesh, EUA
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