16:59 02 Julho 2020
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    Barack Obama, que recebeu em 2009 o Prêmio Nobel da Paz por "enormes esforços em fortalecer a diplomacia internacional e a cooperação entre os povos", não correspondeu às expetativas.

    E o seu sucessor terá que resolver muitos problemas que permanecem, entre as quais estão as relações estragadas com a Rússia e os conflitos militares por todo mundo.
    Há muito que fazer também na política interna: do contraditório programa de saúde até os assuntos sociais e econômicos.

    Terrorismo global

    Trump terá muitas tarefas na política exterior. O objetivo número um é a necessidade de resolver os assuntos das guerras, que Obama não pôde resolver. Se trata do Iraque, do Afeganistão, onde os norte-americanos se atolaram profundamente. Uma retirada de tropas não será suficiente.

    Especialmente no Iraque onde, devido às ações dos EUA e seus aliados, a organização terrorista Daesh (proibida na Rússia) se disseminou e se tornou, sem exagero, uma ameaça global.

    A luta contra o Daesh e contra grupos terrorista similares será um dos desafios para o novo presidente dos Estados Unidos. Até hoje os EUA não mostraram uma abordagem eficaz no combate ao terrorismo.

    Eles sempre resolveram isso com bombardeios, mas tudo indica que este método não funciona. Os atentados terroristas dos últimos tempos confirmaram que ninguém pode se sentir seguro. Mesmo nos Estados Unidos.

    EUA e Síria

    Um dos assuntos que o presidente recém-eleito terá que pensar é a resolução da crise síria.

    De acordo com especialistas, no último ano a situação na Síria se transformou em confronto entre a Rússia e os EUA. Até hoje, os confrontos têm sido apenas diplomáticos. Ainda não se trata de confrontação militar, felizmente.

    Os candidatos à presidência dos EUA tinham pontos de vista opostos em relação a esta questão. Hillary Clinton queria manter a linha dura, ainda bem que venceu Trump, que acredita que é preciso desistir do curso de derrubada do presidente sírio, Bashar Assad.

    Em pé de igualdade com a Rússia?

    Parece claro que uma das tarefas mais difíceis para o novo presidente dos Estados Unidos vai ser o restabelecimento do diálogo com a Rússia. E para fazer isso, será preciso ter em conta que Moscou não se obriga a concordar sempre com Washington.

    Moscou não cessa de declarar que está pronta para um diálogo mutuamente respeitoso com qualquer pessoa que seja presidente dos Estados Unidos. Contudo, as autoridades russas insistem que não há indícios de que os EUA aceitem tal diálogo. "Há um fator que não ajuda: os americanos se sentem como uma nação exclusiva", já disse o ministro das Relações Exteriores da Federação da Rússia, Sergei Lavrov.

    Por sua parte, o vice-ministro, Sergei Ryabkov, dizia o seguinte:

    "O mais provável é que nós venhamos a enfrentar um alto grau de inércia da política norte-americana no quesito da Rússia, o que é o mesmo de que continuar a política atual, que é de fato hostil".

    É de notar que, mesmo se Donald Trump revogar as sanções contra a Rússia, terá que se confrontar com os altos escalões políticos dos EUA, que preferem ver Moscou como país adversário.

    Problemas internos

    O futuro presidente dos Estados Unidos enfrentará também um vasto leque de assuntos do cunho social e econômico. Um deles é a violência policial em relação a afro-americanos.

    Na economia, o desemprego é um assunto urgente. A criação de novas vagas permitirá reduzir o grau de tensão social.

    Outro assunto no campo social é o programa de saúde Obamacare. Criticado por muitos, este projeto, fruto de uma reforma do primeiro mandato de Obama, ameaça levar muitas famílias à falência por causa das enormes contas médicas.

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    Tags:
    política interna, terrorismo islâmico, política externa, combate, guerra, Daesh, Donald Trump, Barack Obama, Iraque, Síria, EUA, Rússia
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