11:48 22 Fevereiro 2020
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    Comandante do Exército dos EUA na Europa general Ben Hodges declarou que os militares e líderes políticos americanos têm avaliado sempre de modo errado as intenções da Rússia na arena internacional.

    Segundo ele, os EUA eram "demasiado optimistas" em relação à Rússia.

    "Acho que éramos demasiado optimistas. Talvez avaliássemos erroneamente algumas coisas, mas é que nossa atenção esteve focada no Iraque e no Afeganistão nos últimos 15 anos. Descuramos.", disse ele em uma entrevista ao Sunday Times.

    Do ponto de vista do general, houve um momento em que os EUA deram um passo precipitado, retirando da Europa dezenas de milhares de soldados e muito armamento.

    Hodges disse que foi pego de surpresa "com todos os passos militares dados pela Rússia". Ele considera como esses passos "as invasões da Geórgia, do leste da Ucrânia e da Crimeia" e a operação na Síria.

    Como "invasão na Geórgia" Hodges entende o conflito na Ossétia do Sul em 2008, agravado depois de a capital da Ossétia do Sul, Tskhinval, ter sofrido grandes ataques georgianos. Depois disso, a Rússia lançou uma operação para impor a paz e enviou para a Ossétia do Sul tropas adicionais.

    Quanto à "invasão no leste da Ucrânia," Moscou tem repetidamente negado todas as acusações de que forças russas supostamente tenham participado do conflito em Donbass e apoiado as milícias locais.

    A Crimeia, por sua vez, se tornou uma parte da Rússia após o golpe na Ucrânia e como resultado de um referendo, em que a grande maioria dos moradores votou a favor da reunificação da península com a Federação da Rússia.

    Hodges também disse que não exclui a possibilidade de invasão pela Rússia de um dos Países Bálticos.

    Anteriormente Hodges já tinha feito declarações semelhantes. No início do verão, em uma entrevista ao jornal Die Zeit, ele disse que a Rússia poderia conquistar os Países Bálticos em 36-60 horas.

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    Tags:
    tensão política, relações internacionais, Rússia, EUA
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