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    As Forças Armadas dos EUA podem "matar e destruir", mas não conseguem atingir objetivos políticos e, por isso, não podem ser chamadas as melhores do Mundo, escreve o jornal The Nation.

    O presidente dos EUA Barack Obama, falando perante o Congresso, classificou o exército norte-americano como "a força militar mais  poderosa na história". Em 2001, opinião analógica foi expressa por Bush. 

    "No período que passou entre estes dois momentos da retórica grandiloquente, os EUA participaram de 9 conflitos […]. Ora, o recorde estabelecido pelo exército mais poderoso na história dos EUA é o seguinte: 0 vitórias, 2 derrotas, sete 'empates' ", acrescenta o ator do artigo Nick Ters. 

    Ele cita os dados publicados no relatório de Comando de Operações Especiais (SOCOM), que analisou a informação sobre os conflitos em que os EUA participaram durante os últimos 100 anos. 

    Segundo ele, a conclusão principal que pode ser tirada com base do relatório é que muitos conflitos estão se perdendo em uma "zona cinzenta" (período entre a guerra e a paz). 

    Andrew Basevich, professor e antigo coronel do exército, salienta que políticos como Hilary Clinton estão afirmando que os EUA "tem o exército mais poderoso do mundo", mas eles, entretanto, não explicam o que alcançou Washington com suas intervenções. 

    "Mostrámos que não conseguimos alcançar objetivos políticos de modo persuasivo e com meios disponíveis. Isto é um fato estabelecido", acredita Basevich. 

    O Iraque é um dos exemplos disso. Os EUA colocaram o objetivo de defender os cidadãos norte-americanos, liquidar as armas da destruição em massa e libertar o povo iraquiano.  

    Na realidade, as armas da destruição em massa não foram liquidadas porque nunca existiram, a "libertação do povo iraquiano" causou um enorme número de mortes entre civis e os cidadãos norte-americanos se sentem agora mais indefesos perante a ameaça do terrorismo.

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    Tags:
    intervenção militar, relatório, conclusão, análise, opinião, participação, conflitos, Congresso, Barack Obama, EUA
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