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    Soldados poloneses e norte-americanos durante exercícios conjuntos Anakonda 16 perto de Torun, Polônia, junho de 2016

    Quais as razões da presença dos EUA na Europa? (além da Rússia)

    © REUTERS/ Kacper Pempel
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    É pouco provável que os Estados Unidos reduzam a sua presença militar na Europa porque ela é o instrumento mais eficaz para controlar o continente, para além da África do Norte, do Oriente Médio e da Ásia Central.

    Além disso, as rotas de comércio no Atlântico permitem um fluxo de $4 bilhões (R$13 bilhões) anualmente, disse à Rádio Sputnik o analista político Andrei Koshkin.

    "A configuração geopolítica leva os Estados Unidos a se manterem na Europa como em nenhuma outra parte do mundo", disse ele.

    O secretário-geral da OTAN Jens Stoltenberg com oficiais e funcionários militares em frente de um drone da OTAN sem nome, perto do Estádio Nacional PGE, o lugar da realização da cimeira da Aliança Atlântica na Varsóvia (Polônia). 8 de julho, 2016
    © REUTERS/ Agencja Gazeta/Adam Stepien
    "Esta presença permite a Washington controlar a África do Norte, o Médio Oriente e a Ásia Central, para além das rotas comerciais através do Atlântico que por si mesmas geram mais de $4 bilhões [R$13 bilhões] por ano."

    Para os EUA, a única maneira de controlar os aliados europeus é estar presente na região, acrescentou o analista. O fato de Washington assegurar a maior parte do orçamento militar da OTAN não é suficiente.

    "A presença física nos países e exercícios militares conjuntos são um mecanismo eficiente que obriga a Europa a obedecer aos EUA", disse ele.

    Koshkin também comentou a presença de Washington na Ásia. Ele ressaltou que, mesmo quando os EUA diminuíram a sua presença militar em algum lugar do mundo, tais cortes não afetaram as capacidades do Pentágono na região do Pacífico.

    "Os Estados Unidos querem expandir a OTAN para esta região porque isto oferece ao bloco novas capacidades", disse ele.

    O analista vê isso como uma estratégia de longo prazo de Washington, que não será afetada pelas eleições presidenciais de novembro.

    "É pouco provável que alguma coisa vá mudar quando o próximo presidente dos EUA chegar ao poder. Esta estratégia será expandida e incluirá as necessárias novas instalações militares, fluxos financeiros  e novos acordos. Isso vai ajudar a expandir a OTAN para o Pacífico, porque a ascensão da Rússia e da China é uma questão de grande preocupação para os EUA", disse ele.

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    Tags:
    exercícios militares, comércio, economia, geopolítica, OTAN, Atlântico, Pacífico, Ásia, Europa, EUA
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