06:39 20 Junho 2018
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    Mineradores bolivianos paralisaram, entre outras, a estrada que une La Paz e Oruro

    Bolívia decreta três dias de luto por vice-ministro assassinado

    © REUTERS / David Mercado
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    A Justiça da Bolívia acredita que o vice-ministro do Regime Interno, Rodolfo Illanes, foi morto pela liderança da Federação Nacional de Cooperativas Mineiras (Fencomin), durante um ato de protesto na semana passada.

    Depois de uma audiência que durou sete horas, segundo informa O Globo, os seis principais líderes dos mineradores receberam ordem de prisão de segurança máxima. Um deles é Carlos Mamani, presidente da Fencomin. Outros são Carlos Castro, Julián Pinto, René Cochi, Silvestre Flores e Roberto Durán.

    Os três primeiros "foram plenamente identificados como atores materiais e intelectuais do assassínio do vice-ministro do Regime Interior", segundo o fiscal departamental, Edwin Blanco Soria, citado pelo jornal La Razón.

    Agora, começa o processo judicial, que pode durar vários anos.

    Illanes, de 65 anos, foi sequestrado por um grupo de manifestantes ao se deslocar, em 24 de agosto, de La Paz para o interior. Perto da localidade de Panduro, o seu carro, onde também seguia o seu assessor, foi atacado. Depois, à noite, o Ministério do Governo boliviano postou no seu Twitter que o vice-ministro "ligou três vezes, (10h38, 10h47 e 15h51) pedindo auxílio e denunciando que os cooperativistas ameaçavam esquartejá-lo".

    No domingo, depois do funeral do vice-ministro, o presidente da Bolívia, Evo Morales, decretou três dias de luto nacional.

    Segundo várias fontes, o conflito já provocou quatro mortes entre os mineradores, entre as quais três com arma de fogo e uma, por má manipulação de dinamite. Contudo, o ministro do Interior, Carlos Romero, insistiu que as mortes não estão esclarecidas.

    Esta foto de 25 de agosto mostra mineradores bolivianos durante protestos em Panduro
    © AP Photo / Juan Karita
    Esta foto de 25 de agosto mostra mineradores bolivianos durante protestos em Panduro

    A autópsia de Illanes mostrou, segundo fontes oficiais, que ele teria sido torturado várias horas antes de ser morto. O corpo dele foi achado ao lado da estrada que une La Paz e Oruro.

    O conflito se iniciou em 10 de agosto, quando milhares de mineradores membros de cooperativas começaram um corte de estradas, protestando contra a Lei das Cooperativas.

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    Tags:
    Rodolfo Illanes, Bolívia
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