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    Times: Obama só pode salvar sua imagem pública se fizer as pazes com Moscou

    © AFP 2019 / POOL DE KREMLIN/ SERVIÇO PÚBLICO DO PRESIDENTE
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    Durante todo tempo da sua presidência, o presidente dos EUA Barack Obama não fez nada de notável, e o melhoramento das relações com a Rússia poderá ser sua última oportunidade de entrar na história, escreve o colunista do Times Roger Boyes.

    Obama perdeu algum peso na política externa devido ao fato de ter estado por muito tempo ocioso e esperar ser avaliado segundo o critério de "guerras que ele conduziu". No entanto, esta abordagem levou ao fato de que a Líbia e a Síria se atolaram no caos. Agora, o presidente americano não é apenas um "pato manco", assim nos Estados Unidos chamam os presidentes que abandonam seu posto, mas ele é também um "pato depenado e preparado", observa o jornal Times.

    Durante muito tempo Obama queria fazer com que sua política criasse dele uma imagem positiva nos manuais, no entanto, a situação atual no Oriente Médio mostra que o presidente não teve sucesso. O Irã, criando visibilidade do melhoramento nas relações com os EUA, apoia o presidente sírio, Bashar Assad. Além disso, Teerã deixou os russos usarem a base aérea de Hamadã para ataques contra combatentes jihadistas. Ancara, na época confiável aliado de Washington, a cada momento está alinhando mais com Moscou, observa o colunista.

    "Obama deve abrir os olhos para o que ele criou: um novo eixo militar no Oriente Médio que está unido por seu desprezo por Washington", escreve o jornal.

    Ainda nos últimos meses de sua presidência, Obama pode salvar seu orgulho ferido e fazer as pazes com a Rússia. Como escreve o Times, os EUA poderiam abandonar a Ucrânia e a Rússia poderia deixar a Turquia. Mesmo se tal acordo não pareça muito conveniente, esta é sua última oportunidade de deixar uma marca notável na História como fez o ex-presidente dos EUA, Ronald Reagan, ao criar a base para o fim da Guerra Fria, conclui o autor do artigo.

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    Tags:
    acordo de paz, política internacional, Barack Obama, Turquia, EUA, Ucrânia, Rússia
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