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Berlim deverá comprar gás russo de países como a Turquia e a China, diz político alemão

© AFP 2023 / Tobias SchwarzOlaf Scholz, chanceler alemão, posa para foto com o relatório provisório de "Segurança pelo inverno" europeu da Comissão Independente de Especialistas em Gás e Calor, em Berlim, Alemanha, 10 de outubro de 2022
Olaf Scholz, chanceler alemão, posa para foto com o relatório provisório de Segurança pelo inverno europeu da Comissão Independente de Especialistas em Gás e Calor, em Berlim, Alemanha, 10 de outubro de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 21.10.2022
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O país europeu não tem grandes opções em termos de aquisição de gás, e até suas reservas não são produzidas internamente, defende um dos líderes do partido Alternativa para a Alemanha.
A Alemanha teria que comprar energia russa de outros países, possivelmente da Turquia, em vez de se tornar um centro de gás, disse Tino Chrupalla, copresidente do partido de direita Alternativa para a Alemanha (AfD, na sigla em alemão), à Sputnik.
"Se a Alemanha se recusar a comprar gás russo, é bastante óbvio que a Rússia procuraria outros parceiros, como a Turquia ou a China. E, afinal, teríamos que comprar gás desses países, mas ainda assim seria russo. Nunca seríamos capazes de compensá-lo", comenta Chrupalla.
O funcionário do partido de oposição também afirmou que as parcerias europeias estão virando tensas por causa da política da Alemanha, pois países como a Arábia Saudita, Canadá ou Noruega, com os quais Berlim planeja celebrar contratos de gás, precisam eles mesmos da energia.
"Ainda não está claro a quem iremos vender gás, visto que o estamos importando. Os 95% das reservas de gás que temos agora [nas instalações de armazenamento de gás] não pertencem a nós. Elas pertencem a empresas que podem vendê-las a um preço melhor", acrescentou Chrupalla.
Chrupalla referiu também que Berlim está ignorando os apelos de deixar a Rússia participar da investigação dos incidentes com os gasodutos Nord Stream (Corrente do Norte).
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"A Alemanha não está atualmente envolvida na investigação, e mesmo que a Suécia tenha informações sobre o que aconteceu, ela não pode dizer sobre isso. É claro que este não é o tipo de transparência que exigimos. A Rússia deve estar envolvida na investigação do incidente, assim como partes independentes. Isto é o que exigimos, mas o governo alemão não responde."
Segundo ele, "o alto silêncio do governo alemão fala por si".
No final de setembro foram registrados vazamentos de gás nos gasodutos de Nord Stream 1 (Corrente do Norte 1) e Nord Stream 2 (Corrente do Norte 2), no mar Báltico, que têm sido fundamentais no trânsito do gás russo para a Europa.
Recep Tayyip Erdogan, presidente da Turquia, disse na quarta-feira (19) que chegou a um acordo com seu homólogo russo Vladimir Putin sobre um centro de gás, e que a Europa poderá usar o gás russo através da Turquia.
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