EUA adiam teste do míssil Minuteman III para evitar tensão com a China, diz mídia

© Sargento Patrick HarrowerLançamento de teste do míssil balístico intercontinental Minuteman III (foto de arquivo)
Lançamento de teste do míssil balístico intercontinental Minuteman III (foto de arquivo) - Sputnik Brasil, 1920, 04.08.2022
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Os Estados Unidos adiaram um teste do míssil balístico intercontinental (ICBM, na sigla em inglês) Minuteman III programado para esta semana para evitar elevar ainda mais as tensões com a China, informou o jornal norte-americano The Wall Street Journal.
A Força Aérea dos EUA planejava testar o míssil da Base Aérea de Vandenberg, na Califórnia, nesta semana. A fonte do jornal disse que o teste foi adiado por ordem do chefe do Pentágono, Lloyd Austin.

"Este teste, há muito tempo planejado, está sendo adiado para se evitar qualquer mal-entendido, dadas as ações da China em torno de Taiwan", disse a fonte, sem especificar quando será a nova data.

No início de abril, os Estados Unidos já haviam cancelado um teste de lançamento do mesmo míssil.
Os mísseis balísticos intercontinentais terrestres de três estágios da família Minuteman foram originalmente destinados à dissuasão nuclear contra a antiga União Soviética, durante a Guerra Fria.
O Minuteman III é atualmente o único ICBM terrestre dos Estados Unidos. De acordo com fontes públicas, os Estados Unidos possuem 450 mísseis Minuteman III no total.
Os ICBMs Minuteman III estão a serviço do Exército norte-americano desde 1970. O míssil é capaz de atingir alvos em um raio de 12 mil quilômetros.
© AP Photo / Zha ChunmingFragata chinesa de mísseis Yuncheng lança míssil antinavio durante exercício militar nas águas próximas à ilha Hainan, no sul da China, e às ilhas Paracel
Fragata chinesa de mísseis Yuncheng lança míssil antinavio durante exercício militar nas águas próximas à ilha Hainan, no sul da China, e às ilhas Paracel - Sputnik Brasil, 1920, 04.08.2022
Fragata chinesa de mísseis Yuncheng lança míssil antinavio durante exercício militar nas águas próximas à ilha Hainan, no sul da China, e às ilhas Paracel. Foto de arquivo

'Provocação descarada'

Em artigo publicado pelo jornal britânico The Guardian, na quarta-feira (3), o colunista Simon Jenkins afirmou que as políticas atuais dos países ocidentais na Ucrânia e em Taiwan alimentam o risco de uma "guerra mundial".
Mesmo ressaltando que Ucrânia e Taiwan merecem todo o apoio diplomático, ele diz que não se deve permitir uma catástrofe nuclear.
Segundo Jenkins, a visita da presidente da Câmara dos Representantes dos EUA, Nancy Pelosi, a Taiwan foi uma "provocação descarada" dos norte-americanos.
O colunista do jornal The Guardian também destacou que o mesmo ocorre na Ucrânia, para onde Washington e Londres continuam enviando armas.
Teste de míssil chinês - Sputnik Brasil, 1920, 04.08.2022
China lança mísseis hipersônicos durante exercícios militares em torno de Taiwan, segundo mídia
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