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Relatório revela planos dos EUA para impor sanções a dezenas de funcionários na América Central

© AFP 2022 / Johan OrdonezAlejandro Giammatei, presidente guatemalense, fala ao Congresso na Cidade de Guatemala, Guatemala, 14 de janeiro de 2022
Alejandro Giammatei, presidente guatemalense, fala ao Congresso na Cidade de Guatemala, Guatemala, 14 de janeiro de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 16.07.2022
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O jornal El Faro publicou um relatório não oficial que indica a intenção dos EUA de sancionar funcionários de El Salvador, Guatemala, Honduras e Nicarágua por várias acusações.
Os EUA planejam acrescentar quase 60 funcionários de alto nível de El Salvador, Guatemala, Honduras e Nicarágua a uma lista de sanções por alegações de corrupção, segundo um relatório do Departamento de Estado dos EUA vazado na sexta-feira (15) pelo jornal El Faro.
As acusações incluem a remoção de juízes, demissão forçada de membros da oposição, obstrução de processos legais de corrupção, erosão da democracia e corrupção.
O relatório atualizado que o Departamento de Estado planeja apresentar ao Congresso dos EUA inclui um total de 59 funcionários: sete de El Salvador, 16 da Guatemala, 15 de Honduras e 21 da Nicarágua. De acordo com El Faro, as fontes da administração de Joe Biden, presidente dos EUA, confirmaram a autenticidade da lista atualizada, mas afirmaram não ser um documento oficial, tendo as informações sido confirmadas à Sputnik por um porta-voz do Departamento de Estado.
O relatório de sanções, frequentemente referido como a Lista de Engel, foi publicado pela primeira vez pelo Departamento de Estado em maio de 2021, cerca de seis meses depois que Eliot Engel, então presidente do Comitê de Relações Exteriores da Câmara dos Representantes dos EUA, liderou a aprovação da legislação.
Entre os nomes salvadorenhos estão José Villalobo, ministro da Economia, Christian Guevara, chefe da bancada do partido Novas Ideias, Javier Argueta, assessor jurídico presidencial, Ernesto Sanabria, secretário de imprensa presidencial. Da Guatemala figuram na lista Rafael Curruchiche, chefe da Promotoria Especial contra a Impunidade (FECI, na sigla em espanhol), e os magistrados da Suprema Corte do país Vitalina Orellana e Nery Medina.
Os funcionários e suas famílias identificados no relatório poderiam enfrentar sanções da Lei Magnitsky americana e/ou ter seus vistos revogados, entre outras medidas.
O próprio Guevara respondeu na sexta-feira (15) que ele foi listado por causa de seu combate às gangues.
A verdadeira razão pela qual eles me sancionaram é por ter introduzido uma Lei Contra as Gangues, por combatê-las, por declarar guerra a elas.
Mas eles nunca introduziram aqueles que negociaram com eles, aqueles que assinaram a trégua e lhes deram armas e dinheiro.
É assim que eles são hipócritas.
Nos últimos anos, as relações dos EUA com os quatro países centro-americanos se deterioraram significativamente. O governo Biden acusou repetidamente El Salvador de assumir uma atitude "autoritária", dizendo que Alejandro Giammattei, presidente da Guatemala, falhou no combate à corrupção. Washington também condenou as eleições presidenciais de 2021 na Nicarágua vencidas por Daniel Ortega, que declarou terem sido ilegítimas.
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