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Vírus recém-descobertos poderiam explicar ascensão da vida complexa na Terra

CC BY 2.0 / Flickr.com / MIKI Yoshihito / Península de Shimokita (imagem referencial).
Península de Shimokita (imagem referencial). - Sputnik Brasil, 1920, 03.07.2022
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Pesquisadores encontraram em diferentes partes do mundo variedades de vírus que infectaram organismos antes ainda do surgimento das primeiras células eucarióticas.
Cientistas descobriram evidências de vírus escondidos em micróbios que podem ter levado à ascensão de toda a vida complexa na Terra, escreveu no sábado (2) o portal Live Science.
Os vírus que infectaram os Asgard archaea habitam nos sedimentos gelados das profundezas do oceano e nas fontes termais ferventes, onde já existiam ainda antes das primeiras células eucarióticas terem surgido.
Até agora nenhum exemplo da espécie tem sido encontrado, detalha Susanne Erdmann, líder do grupo de pesquisa de virologia arqueológica do Instituto Max Planck de Microbiologia Marinha em Bremen, Alemanha, que não esteve envolvida nos estudos.
O estudo, publicado na revista Nature Microbiology, apontou evidências de pequenos fragmentos de DNA viral nos A. archaea, chamados espaçadores CRISPR, ou Repetições Palindrômicas Curtas Agrupadas e Regularmente Interespaçadas.
Imagem de micróbios - Sputnik Brasil, 1920, 19.07.2021
Microrganismos de 3,4 bilhões de anos lançariam luz sobre início da vida na Terra
Ian Rambo, ex-doutorando da Universidade do Texas, EUA, e primeiro autor da pesquisa, explica que a bem-conhecida ferramenta de edição de genes existe também nos mecanismos de defesa natural de bactérias e arqueias, consistindo de "repetições palíndromas curtas regularmente intercaladas", se refere a uma região de DNA composta de sequências curtas e repetidas com "espaçadores" encadeados entre cada repetição.
"É um sistema imune adaptável que se lembra dessas infecções anteriores", resumiu Rambo, atual pós-doutorando do Serviço de Pesquisa Agrícola do Departamento de Agricultura dos EUA.
A equipe encontrou seis vírus que infectam dois tipos de arqueias, Lokiarchaeota e Helarchaeota, no Parque Nacional de Yellowstone, EUA, na península de Shimokita, parte da ilha japonesa de Honshu, outros dois no oceano Pacífico e um no Índico.
Os pesquisadores determinaram que alguns vírus têm caudas que se estendem de suas conchas externas, enquanto outros aparentam ter forma de limão. Alguns outros vírus parecem ser capazes de sequestrar proteínas-chave em suas células hospedeiras, o que ajudaria os vírus a criar novas cópias de si mesmos, em um mecanismo semelhante aos vírus que infectam células eucarióticas.
No entanto, as funções da grande maioria dos genes ainda são desconhecidas e, devido aos CRISPR não funcionarem contra todos os vírus, ainda devem existir mais vírus que afetam as arqueias, o que pode ser feito cultivando as arqueias, sublinhou Erdmann. No entanto, o uso dos espaçadores CRISPR ainda deve ser a melhor forma de descobrir mais vírus, acredita Mart Krupovic.
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