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Indicado do governo para Petrobras não atende aos critérios exigidos pela empresa, diz conselheira

© Folhapress / Ageu da Rocha / Futura Press /Refinaria Alberto Pasqualini, da Petrobras, na cidade de Canoas, Rio Grande do Sul
Refinaria Alberto Pasqualini, da Petrobras, na cidade de Canoas, Rio Grande do Sul - Sputnik Brasil, 1920, 23.06.2022
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Representante dos funcionários da Petrobras no Conselho da Administração da empresa, diz que Caio Paes de Andrade "não tem notório conhecimento na área, é formado em comunicação social e sem experiência no setor de petróleo e energia".
Na segunda-feira (20), o presidente da Petrobras, José Mauro Coelho, pediu demissão da estatal. Porém, antes disso, o governo já vinha articulando o nome de Caio Paes de Andrade para entrar no cargo,
No entanto, segundo a Folha de São Paulo, a conselheira Rosângela Buzanelli, representante dos funcionários da petrolífera no Conselho de Administração da empresa disse que "não concorda" com a entrada de Paes de Andrade.
"O fato é que Andrade não tem notório conhecimento na área, é formado em comunicação social e sem experiência no setor de petróleo e energia", disse a conselheira citada pela mídia ressaltando que esta é a sua avaliação e não a do conselho.
Já o artigo 20 do Estatuto Social da Petrobras, citou Buzanelli, exige que os diretores executivos da empresa tenham "capacidade profissional, notório conhecimento e especialização [...]" e "dez anos de experiência em liderança, preferencialmente, no negócio ou em área correlata, conforme especificado na Política de Indicação da companhia".
"A única incursão profissional de Caio Paes de Andrade compatível com a função pretendida foi a participação de um ano e meio no conselho da Pré-sal Petróleo SA [...] a indicação de Caio Paes de Andrade não atende minimamente aos critérios definidos na legislação e no estatuto social da companhia. É um acinte", adicionou.
Questionada pelo jornal se apesar desses obstáculos Andrade poderia mesmo assim conseguir assumir o comando da empresa, a conselheira ponderou: "Se nada for feito, acho possível, pois a decisão não é da área técnica da empresa, é de um comitê de indicados e do Conselho."
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