Membros da comitiva de uma delegação em frente da sede das Nações Unidas durante a 76ª sessão da Assembleia Geral da ONU em Nova York, 21 de setembro de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 09.11.2021
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Taiwan tem potencial para 'atacar Pequim' com mísseis de cruzeiro, diz legislador taiwnês

© AFP 2022 / SAM YEHSoldados da Marinha passam por uma corveta da classe Tuo Chiang durante cerimônia oficial em um estaleiro em Suao, no condado de Yilan, leste de Taiwan, 15 de dezembro de 2020
Soldados da Marinha passam por uma corveta da classe Tuo Chiang durante cerimônia oficial em um estaleiro em Suao, no condado de Yilan, leste de Taiwan, 15 de dezembro de 2020 - Sputnik Brasil, 1920, 16.06.2022
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No final da semana passada, Pequim deixou claro que, se alguém "se atrever a separar Taiwan da China, o Exército chinês definitivamente não vai hesitar em iniciar uma guerra, não importa o custo".
O presidente da Assembleia Legislativa de Taiwan, You Si Kun, alertou que seu país não pensaria duas vezes em usar mísseis de cruzeiro supersônicos contra a China caso Pequim tentasse invadir a ilha.
Em entrevista à imprensa taiwanesa, You afirmou que os mísseis Yung Fend "já podem atingir" a capital chinesa, e que Taiwan "tem a capacidade de atacar Pequim".
A variante mais recente do míssil supostamente tem um alcance estendido de 1.900 km, o que significa que teoricamente poderia atingir Pequim, localizada a cerca de 1.800 km de Taiwan. O presidente da Assembleia Legislativa também invocou a operação militar especial da Rússia na Ucrânia, prometendo resistência feroz.
"O [Partido Comunista da China] deve atravessar o estreito de Taiwan para atacar Taiwan, o que é diferente do ataque da Rússia à Ucrânia. Se você quiser pousar, você vai lutar na cabeça de praia. Se o pouso for bem-sucedido, todos em Taiwan devem estar tão determinados a morrer quanto [na] Ucrânia. Saia e nunca deixe a China engolir Taiwan", afirmou.
As palavras de You vêm depois que Washington apoiou a afirmação de Taipé de que o estreito de Taiwan, que separa a ilha da China, "é uma hidrovia internacional".
USS Kidd, destróier de mísseis guiados da classe Arleigh Burke, e Munro, navio da Guarda Costeira dos EUA, transitam pelo estreito de Taiwan em 27 de agosto de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 15.06.2022
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Após avisos da China, EUA chamam estreito de Taiwan de 'hidrovia internacional'
Falando à Reuters na terça-feira (14), o porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Ned Price, argumentou que "o estreito de Taiwan é uma hidrovia internacional, o que significa que o estreito de Taiwan é uma área onde as liberdades do alto mar, incluindo a liberdade de navegação e sobrevoo, são garantidas pela lei internacional".
Price reiterou as preocupações de Washington com a "retórica agressiva e a atividade coercitiva de Pequim em relação a Taiwan", prometendo que os EUA "continuariam voando, navegando e operando onde a lei internacional permitisse, e isso inclui o trânsito pelo estreito de Taiwan".
As afirmações de Price vieram em resposta ao Ministério das Relações Exteriores da China que argumentou, na segunda-feira (13), ter direitos soberanos e administrativos sobre o estreito de Taiwan.
O porta-voz de Pequim, Wang Wenbin, insistiu que o estreito está dentro das águas territoriais da China e da zona econômica exclusiva, conforme definido pela Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (UNCLOS, na sigla em inglês) e pela legislação doméstica.
"A China goza de direitos soberanos e jurisdição sobre o estreito de Taiwan, respeitando os direitos legítimos de outros países nas áreas marítimas relevantes", destacou Wang.
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