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Mastodonte vira 1º animal extinto cujo padrão de migração é revelado por cientistas (FOTO)

CC BY-SA 2.0 / Flickr.com / santiago lopez-pastor / Mastodonte (imagem referencial)
Mastodonte (imagem referencial) - Sputnik Brasil, 1920, 15.06.2022
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Estudado desde 1998, o fóssil de um mastodonte encontrado nos EUA tem fornecido informações sobre o modo de vida da espécie, incluindo as condições de suas deslocações.
Cientistas da Universidade de Michigan, EUA, têm estudado o fóssil de um mastodonte macho que morreu há 13.200 anos no território do atual estado de Indiana, cerca de 2.200 anos antes da extinção da espécie, e descobriram mais detalhes sobre ele, relatou na segunda-feira (13) o portal Phys.org.
Os mastodontes são os parentes pré-históricos dos elefantes, que são os maiores animais terrestres vivos da atualidade. Os mastodontes viviam em média, entre 60 e 80 anos, dependendo da saúde de seus dentes.
O fóssil do mastodonte, descoberto ainda em 1998 em uma fazenda por Kent e Janne Buesching, permitiu aos cientistas ganhar uma nova visão de como a espécie pode ter acasalado e migrado durante seu tempo na Terra.
© Foto / Eric Bronson, Michigan PhotographyDaniel Fisher, paleontólogo da Universidade de Michigan, com o esqueleto montado do mastodonte Buesching, descoberto em 1998, composto por moldes de ossos individuais produzidos em fibra de vidro, exposto publicamente no Museu de História Natural da Universidade de Michigan em Ann Arbor, Michigan, EUA
Daniel Fisher, paleontólogo da Universidade de Michigan, com o esqueleto montado do mastodonte Buesching, descoberto em 1998, composto por moldes de ossos individuais produzidos em fibra de vidro, exposto publicamente no Museu de História Natural da Universidade de Michigan em Ann Arbor, Michigan, EUA - Sputnik Brasil, 1920, 15.06.2022
Daniel Fisher, paleontólogo da Universidade de Michigan, com o esqueleto montado do mastodonte Buesching, descoberto em 1998, composto por moldes de ossos individuais produzidos em fibra de vidro, exposto publicamente no Museu de História Natural da Universidade de Michigan em Ann Arbor, Michigan, EUA
O espécime morreu aos 34 anos de idade a cerca de 160 quilômetros de seu território primário. Os pesquisadores, que publicaram os resultados do estudo na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, acreditam que o crânio do mastodonte foi perfurado pela ponta de uma presa de um macho rival, levando à sua morte, provavelmente durante a época do acasalamento.
"O resultado que é exclusivo deste estudo é que, pela primeira vez, conseguimos documentar a migração anual terrestre de um indivíduo de uma espécie extinta", explicou Joshua Miller, paleoecologista e professor assistente de geologia da Universidade de Cincinnati, Ohio, e autor principal do estudo.
Ele disse que os pesquisadores descobriram, usando "novas técnicas de modelagem e um poderoso conjunto de ferramentas geoquímicas", que durante os últimos três anos de sua vida este mastodonte migrou anualmente nos meses de inverno para norte de seu território primário.
O coautor Daniel Fisher referiu que foi capaz de estudar o centro da presa direita do mastodonte como um anel de árvore e dar um palpite sobre como ele viveu. Primeiro ele esteve no seu território com uma manada dominada por fêmeas, depois, quando se tornou mais velho, ele se separou do grupo, o que os machos desta espécie tinham que fazer. Mais tarde, o mastodonte caminhou cerca de 30 quilômetros por mês em uma viagem solitária, semelhante ao modo como vivem os elefantes de hoje.
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