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Mídia: Alemanha atrasa venda de armas solicitadas por Kiev e é criticada por embaixador ucraniano

© AP Photo / Markus SchreiberDa esquerda à direita, bandeiras da Alemanha, Ucrânia e União Europeia, plantadas junto ao Parlamento alemão em Berlim, Alemanha, 1º de junho de 2022
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A ministra da Defesa da Alemanha falou por telefone com seu homólogo ucraniano, a quem deu uma resposta "nebulosa e evasiva" quanto à entrega dos lançadores múltiplos de foguetes pedidos por Kiev, divulgou o jornal Die Welt.
Christine Lambrecht, ministra da Defesa da Alemanha, recusou dar uma resposta direta às perguntas de Aleksei Reznikov, seu homólogo ucraniano, quando este lhe perguntou sobre quando os lançadores múltiplos de foguetes M270 prometidos por Berlim chegariam à Ucrânia, escreveu nesta segunda-feira (13) o jornal Die Welt.
Citando uma fonte no governo de Kiev, Die Welt relatou que a resposta de Lambrecht foi "nebulosa e evasiva" e que a ministra apenas prometeu esclarecer o que pode ser feito.
Reznikov também solicitou a entrega de veículos de combate de infantaria alemães Marder e tanques de batalha principais Leopard, mas não obteve resposta. A fonte reclamou que Berlim bloqueou recentemente praticamente todos os pedidos urgentes de armas pesadas.
Citando a mesma fonte, Die Welt disse que a conversa telefônica ocorreu na quinta-feira (9).
O portal Business Insider revelou nesta segunda-feira (13) diversos problemas com a exportação de armas por Berlim, incluindo o envio de 50 veículos Marder à Grécia em troca de esta oferecer veículos de combate de infantaria soviéticos BMP-1P à Ucrânia, com a Rheinmetall, fabricante dos Marder, preferindo os vender diretamente a Kiev.
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Além disso, as Forças Armadas da Alemanha teriam operacionais menos de metade dos M270, que também teriam de ser reprogramados para usar munições dos EUA e do Reino Unido. Até meados de julho apenas 15 veículos blindados de combate antiaéreo Gepard deverão ser enviados, com mais 15 planejados até o final de agosto.
Andrei Melnik, embaixador ucraniano na Alemanha, voltou a criticar na segunda-feira (13) a atuação de Berlim.
"Para a Ucrânia é importante se a solidariedade alemã vale algo, ou nem mesmo um centavo. Desde a nossa perspectiva [...] a Alemanha paga várias centenas de milhões de euros para a Rússia todos os dias. Você pode comprar 300-400 veículos de combate de infantaria Marder com esse dinheiro. Todos os dias a Ucrânia espera por 100 [deles], já há semanas, mas não há decisão do gabinete do chanceler" Olaf Scholz, disse ele ao jornal Bild.
O embaixador também reclamou da suposta falta de "hospitalidade" aos refugiados ucranianos na Alemanha, afirmando que agora mais ucranianos estavam saindo do país do que entrando, sugerindo que era "claro por que muitos ucranianos não têm nenhum desejo de ficar aqui".
"Não nos cabe julgar se vocês querem nos apoiar ou não. O que eu quero dizer é que mais cedo ou mais tarde o conflito vai acabar e, depois disso, muitos se perguntarão quem esteve do nosso lado", sublinhou o diplomata, acrescentando que espera que a Alemanha dê apoio concreto à candidatura da Ucrânia na adesão à União Europeia.
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