Membros da comitiva de uma delegação em frente da sede das Nações Unidas durante a 76ª sessão da Assembleia Geral da ONU em Nova York, 21 de setembro de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 09.11.2021
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Intromissão dos EUA nos assuntos dos países da América Latina cria tensões na região, diz jornal

© AP Photo / Evan VucciO presidente dos EUA, Joe Biden, discursa sobre controle de armas e massacres realizados por atiradores no país, na Casa Branca, Washington, 2 de junho de 2022
O presidente dos EUA, Joe Biden, discursa sobre controle de armas e massacres realizados por atiradores no país, na Casa Branca, Washington, 2 de junho de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 13.06.2022
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A intromissão dos EUA nos assuntos internos dos países da América Latina está tendo um impacto negativo nas tentativas da Casa Branca de construir um diálogo na região, escreveu em um artigo de opinião no jornal chinês Global Times Daniel Lemus-Delgado.
"Desde o início de sua independência, os EUA consideram a América Latina uma zona natural de influência [...]. E episódios terríveis não ficaram no passado. A intromissão dos EUA nos assuntos dos países da América Latina ainda está presente", escreve o autor Daniel Lemus-Delgado, que é professor do Instituto Tecnológico e de Estudos Superiores de Monterrey.
Segundo o professor, atualmente existem divergências consideráveis entre Washington e vários países da região. As raízes do crescente desconforto vêm das tentativas do governo dos EUA de impor suas políticas no Haiti, Cuba, Chile, Brasil, Panamá e em outros países.
Muitas vezes foram usados pretextos para intromissão apoiados na busca de formas de integração econômica e de combate a cartéis de drogas, destacou o especialista.
Joe Biden, presidente dos EUA, fala durante visita à empresa United Performance Metals, em Hamilton, Ohio, EUA, 6 de maio de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 06.06.2022
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América Latina não é 'quintal' dos EUA, afirma mídia estatal da China
Na semana passada no evento nomeado de Cúpula dos Povos pela Democracia, em oposição à Cúpula das Américas, o presidente cubano Miguel Díaz-Canel criticou a decisão de Washington de excluir países como Cuba, Venezuela e Nicarágua do encontro promovido pelo presidente americano Joe Biden.
Nessa cúpula, o presidente venezuelano Nicolás Maduro ressaltou que "o mundo é muito maior do que a arrogância e o domínio do império em declínio de Washington".
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