Membros da comitiva de uma delegação em frente da sede das Nações Unidas durante a 76ª sessão da Assembleia Geral da ONU em Nova York, 21 de setembro de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 09.11.2021
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Brasil propõe acordo global para estabilizar mercado de alimentos

© Sputnik / Aleksandr Sherbak Ministro das Relações Exteriores do Brasil, Carlos França, durante conferência de imprensa conjunta com seu homólogo russo, Sergei Lavrov, em Moscou, Rússia, 30 de novembro de 2021
Ministro das Relações Exteriores do Brasil, Carlos França, durante conferência de imprensa conjunta com seu homólogo russo, Sergei Lavrov, em Moscou, Rússia, 30 de novembro de 2021  - Sputnik Brasil, 1920, 12.06.2022
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O governo brasileiro defendeu neste domingo (12) que a comunidade internacional encontre uma forma de fechar um acordo para garantir a estabilidade dos mercados de alimentos.
Em um vídeo gravado para a abertura da conferência mundial da OMC (Organização Mundial do Comércio), neste domingo (12), em Genebra, o chanceler Carlos França fez uma convocação global.
Carlos França disse que a Organização Mundial do Comércio vem enfrentando "sérios desafios há algum tempo: negociações em grelha, um Órgão de Solução de Controvérsias não-funcional e a necessidade de modernizar reformas".
Segundo ele, o Brasil tem um "compromisso inabalável" com a OMC e com o sistema comercial multilateral. Entre os objetivos do país está, segundo França, a agricultura.
"Precisamos de um pacote de segurança alimentar com resultados a curto e longo prazo; ajudando a estabilizar os mercados de alimentos agora mesmo, e estabelecendo mandatos para a reforma agrícola na próxima ministerial", disse.
Ele também defendeu que a OMC faça sua parte para lidar com pandemias e saúde pública, incluindo doenças negligenciadas nos países em desenvolvimento. "Um resultado multilateral aqui é tanto necessário quanto exequível", defendeu.

O acordo brasileiro sobre regras agrícolas

Em Genebra, segundo informações do UOL, o governo brasileiro propôs um acordo permanente para permitir que países mais pobres e importadores de alimentos possam manter e criar estoques de grãos e outros produtos, mas sem que isso signifique medidas protecionistas ou distorções do comércio.
O temor do Itamaraty é de que, sem regras claras, manobras diplomáticas por parte de Índia e outros governos acabem criando uma concorrência desleal para os produtos nacionais no mercado internacional.
Emblema da Organização Mundial do Comércio (OMC), perto da entrada da sede da organização, em Genebra - Sputnik Brasil, 1920, 25.05.2022
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Para o Brasil, porém, um entendimento precisa ser estabelecido, e os países importadores de alimentos precisam ter garantias de que tais estoques podem ser feitos e a segurança alimentar, garantida.
Um dos critérios propostos pelo Brasil é o de que tais programas de estoques sejam usados exclusivamente para garantir a segurança alimentar de um país. Os estoques não podem distorcer o mercado e nem afetar segurança alimentar de outro país. Pela proposta do Brasil, os estoques não podem ser revertidos em exportação e tampouco usados como ração animal.
Para a delegação brasileira, políticas de apoio de preços é a que mais distorce os mercados. Para o Itamaraty, quando compras governamentais são realizadas para se formar estoques de alimentos, tais políticas não podem ocorrer sem que haja uma verificação.
A partir da esquerda: o presidente argentino, Alberto Fernández; o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro (no centro, à frente); e o presidente colombiano, Iván Duque. Eles conversam com o presidente americano, Joe Biden, após uma foto entre chefes de delegações, na Cúpula das Américas, em Los Angeles, EUA, em 10 de junho de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 11.06.2022
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