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Defesa do Japão chama China de 'nação preocupante' e critica ações de Rússia e Coreia do Norte

© AP Photo / Manuel Balce CenetaO ministro da Defesa do Japão, Nobuo Kishi, à esquerda, faz uma pausa durante uma reunião com o secretário de Defesa Lloyd Austin no Pentágono, 4 de maio de 2022
O ministro da Defesa do Japão, Nobuo Kishi, à esquerda, faz uma pausa durante uma reunião com o secretário de Defesa Lloyd Austin no Pentágono, 4 de maio de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 11.06.2022
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Em discurso durante o Diálogo de Shangri-La em Cingapura, Tóquio criticou "vizinhos nucleares" dizendo que os mesmos "ignoram as regras internacionais" e anunciou que governo vai aumentar gastos no setor da Defesa para busca por armas de ataque avançadas.
Em comentários neste sábado (11) durante o evento o ministro da Defesa do Japão, Nobuo Kishi, concedeu francas declarações sobre seus "vizinhos", nomeadamente China, Rússia e Coreia do Norte, segundo a Reuters.
Para Nobuo, recentes manobras de Pequim e Moscou aumentaram as preocupações de segurança no leste da Ásia, e acrescentou que Tóquio "está na linha de frente" enquanto os vizinhos "tentam derrubar as normas internacionais".
"O Japão está cercado por atores que possuem ou estão desenvolvendo armas nucleares e que ignoram abertamente as regras. [...] Operações militares conjuntas entre essas duas fortes potências militares [Rússia e China], sem dúvida, aumentarão a preocupação entre outros países. [...] A Ucrânia pode ser o leste da Ásia amanhã", afirmou.
Ao mesmo tempo, o chefe da Defesa japonesa disse que a segurança e a estabilidade do estreito de Taiwan também são importantes para a segurança do Japão e do mundo em geral, disse Nobuo chamando a China de "nação de preocupação".
Sobre a Coreia no Norte, que realizou pelo menos 18 testes de mísseis este ano, o ministro disse que o governo de Kim Jong-un não pode ameaçar o Estado japonês, a região e a comunidade internacional.
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O primeiro-ministro do Japão, Fumio Kishida, fez o mesmo ponto em seu discurso principal no evento na noite anterior (10), dizendo que seu país pediria aumento dos gastos com defesa e possivelmente buscaria armas de ataque avançadas.
O Diálogo Shangri-La que tem duração de três dias e começou na sexta-feira (10) atrai oficiais militares de alto nível, diplomatas e fabricantes de armas de todo o mundo.
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