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Mercenário britânico condenado na RPD diz que foi 'enganado' pela mídia ocidental

© Sputnik / Aleksei Kudenko / Abrir o banco de imagensCarro com residentes de Mariupol, na República Popular de Donetsk (RPD), deixa a cidade, em 24 de fevereiro de 2022
Carro com residentes de Mariupol, na República Popular de Donetsk (RPD), deixa a cidade, em 24 de fevereiro de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 09.06.2022
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Um dos cidadãos do Reino Unido que lutou pelas forças ucranianas em Mariupol, sentenciado à pena de morte, falou nesta quinta-feira (9) com o portal da RT.
Em entrevista ao portal da RT, o mercenário Aiden Aslin disse que lamentava a sua decisão de lutar por Kiev, enfatizando que a mídia ocidental desempenhou um papel importante em convencê-lo a apoiar a causa ucraniana.
Ele falou com a imprensa russa antes de ser sentenciado em um tribunal em Donetsk ao lado de outros dois estrangeiros. Todos foram condenados à morte sob a acusação de agir como mercenários e tentar tomar o poder pela força na República Popular de Donetsk (RPD).
Aslin disse que acompanha o conflito ucraniano desde 2014 e é "originalmente pró-russo" e "pró-Donbass". Ele disse que apoiou a reunificação da Crimeia com a Rússia.

"Minhas opiniões começaram a mudar depois que comecei a ver reportagens da mídia e coisas que basicamente diziam que não eram os moradores locais, mas os soldados russos, que estavam fazendo tudo [no Donbass]", admitiu Aslin.

Desde que se rendeu, ele relatou ter descoberto que tem mais em comum com os soldados do Donbass do que com os ucranianos com quem lutou. Nesse sentido, o britânico disse que até recebeu ameaças de combatentes do Batalhão Azov, conhecido por sua ideologia neonazista.
Mercenários estrangeiros Shaun Pinner, Aiden Aslin e Saadoun Bragim no tribunal em Donetsk - Sputnik Brasil, 1920, 09.06.2022
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Aslin disse que acreditava que os Azov tinham se transformado após serem incorporados à Guarda Nacional ucraniana, mas destacou na entrevista que "eles não mudaram muito". Ele também estava cético sobre o nível de treinamento do Exército ucraniano.

"Eles não são tão profissionais quanto gostariam de ser", disse.

Olhando para trás, Aslin entende que deveria ter evitado as forças ucranianas e buscado um emprego civil. "Gostaria de ter feito as coisas de forma diferente e não ter escolhido ser um peão político no sistema militar", afirmou.

"Eles [o governo ucraniano] poderiam facilmente ter encerrado a guerra. Eles tiveram a oportunidade, mas optaram por não, principalmente porque acho que dinheiro estava envolvido", disse, que agora se sente abandonado por Kiev e Londres.

Ele pediu que outros estrangeiros que possam considerar se juntar à causa de Kiev não sejam "enganados em uma guerra que você não deveria estar lutando".
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