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Futuro da Suécia na OTAN está em questão após governo validar acordo com partido sírio pró-curdo

© AFP 2022 / Mandel NganSauli Niinisto, presidente da Finlândia (à esquerda), Joe Biden, presidente dos EUA (no centro), Magdalena Andersson, primeira-ministra da Suécia (à direita), participam de coletiva de imprensa no Rose Garden da Casa Branca em Washington, EUA, 19 de maio de 2022
Sauli Niinisto, presidente da Finlândia (à esquerda), Joe Biden, presidente dos EUA (no centro), Magdalena Andersson, primeira-ministra da Suécia (à direita), participam de coletiva de imprensa no Rose Garden da Casa Branca em Washington, EUA, 19 de maio de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 08.06.2022
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O país nórdico começou com a Finlândia o processo de adesão à OTAN em 18 de maio, mas sua entrada tem sido bloqueada pela Turquia, que rejeita as ligações de Estocolmo com organizações curdas.
Tobias Baudin, secretário do Partido Social-Democrata da Suécia (S/SAP, na sigla em sueco) governista, proclamou ainda válido o acordo de cooperação com o Partido da União Democrática (PYD), um partido político sírio na região autônoma de fato de Rojava (regiões norte e oeste da Síria), que tem fortes laços com o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK, na sigla em curdo).
Isso poderia colocar em questão a entrada do país nórdico na OTAN, que tem sido vetada pela Turquia, outro Estado-membro, que considera o PKK e as Unidades de Proteção Popular (YPG, na sigla em curdo) organizações terroristas.
O acordo em questão foi atingido em novembro de 2021 com Amineh Kakabaveh, ex-deputada de esquerda, para ganhar seu apoio à socialdemocrata Magdalena Andersson como primeira-ministra. O acordo foi alcançado para persuadir Kakabaveh a se abster de apoiar uma moção de censura contra Morgan Johansson, ministro da Justiça, apresentada pela oposição, e também para evitar uma crise governamental, já que Andersson ameaçou demitir-se se Johansson fosse derrubado.
Kakabaveh, nascida no Irã, é uma ex-combatente de Peshmerga, as forças militares da Região Autônoma do Curdistão do Iraque. Ela posteriormente se tornou uma assistente social, e, depois disso, uma legisladora.
"Se é verdade que ela recebeu, entre outros, a promessa do secretário do partido Tobias Baudin de continuar apoiando as questões curdas, podemos definitivamente dizer adeus às negociações da OTAN", sublinhou Marja Lemne, cientista política, ao jornal Dagens Nyheter, citada na terça-feira (8).
Ulf Bjereld, cientista político, por sua vez, sugeriu que a Turquia e o presidente Recep Tayyip Erdogan em particular "agora têm uma oportunidade de tirar proveito da situação e alegar [incorretamente] que a Suécia permite que os terroristas tenham influência política no país".
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Halil Karaveli, especialista na Turquia do Instituto de Segurança e Política de Desenvolvimento em Estocolmo, também crê que o acordo, mesmo sendo boia de salvação para o governo socialdemocrata, arruinará a tentativa de adesão à OTAN.
"Este é o fim da candidatura da Suécia à OTAN. Segundo vejo, isto mostra que o governo sueco não pretende atender às exigências da Turquia. A relação entre os EUA e a Turquia não é muito boa, e Ancara realmente não tem nada a ganhar com a adesão da Suécia à OTAN", disse ele ao jornal Svenska Dagbladet.
No entanto, Jan Hallenberg, líder de pesquisa do Instituto Sueco de Política Externa, argumentou que o acordo pró-curdo não causará nenhum dano importante à causa sueca, chegando a dizer que há vários jogos de negociação se desenrolando neste momento, sobretudo entre os EUA e a Turquia em relação às entregas de caças modernos de fabricação americana para persuadir Ancara.
Estocolmo e Helsinque apresentaram suas propostas de adesão à OTAN em 18 de maio, citando uma mudança dramática na situação de segurança na Europa, desencadeada pelo conflito na Ucrânia. Esse começou em 24 de fevereiro, quando a Rússia lançou uma operação militar especial para a "desmilitarização e desnazificação" da Ucrânia e proteger pessoas russófonas em Donbass contra ataques de Kiev.
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