Membros da comitiva de uma delegação em frente da sede das Nações Unidas durante a 76ª sessão da Assembleia Geral da ONU em Nova York, 21 de setembro de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 09.11.2021
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Austrália 'vai revisar' acordo de arrendamento por 99 anos do porto de Darwin para empresa chinesa

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HMAS Adelaide deixa o porto de Darwin pela última vez - Sputnik Brasil, 1920, 08.06.2022
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Em 2016, uma revisão sobre o acordo de arrendamento do porto de Darwin liderada pelo então secretário de Defesa da Austrália, Dennis Richardson, considerou as preocupações sobre o arrendamento do porto pela empresa chinesa como "absurdas" e "alarmistas".
Nesta quarta-feira (8), o primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, disse que seu governo vai lançar uma nova "revisão" da decisão do governo liberal anterior de arrendar o porto de Darwin a uma empresa chinesa por 99 anos, sob um acordo fechado em 2015.
"O que eu disse é o que disse antes da eleição, e farei o que disse que faria nesta e em todas as outras questões, que é que teremos uma revisão das circunstâncias do Porto. O ministro-chefe [do Território do Norte] está ciente do fato de que faremos isso e faremos isso de maneira ordenada", disse Albanese durante uma entrevista coletiva em Darwin.
O governo provincial do Território do Norte concedeu o porto de Darwin ao Shandong Landbridge Group da China, uma decisão aprovada pelo então governo federal. No momento da assinatura do contrato, o ex-primeiro-ministro, Scott Morrison, era o tesoureiro federal e assinou o acordo final, de acordo com Albanese.
O premiê, que chegou ao poder no mês passado, criticou o arrendamento do porto de Darwin durante a campanha eleitoral.
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"O governo e Scott Morrison como tesoureiro forneceram um incentivo de US$ 20 milhões [dólares australianos, ou cerca de R$ 70,5 milhões] ao governo do Território do Norte sob seu programa de reciclagem de ativos para vender o porto de [Darwin] [...] para uma empresa que tinha interesses ligados ao Partido Comunista Chinês", disse Albanese, então líder da oposição, durante debate parlamentar em 12 de maio.
O primeiro-ministro descreveu o porto de Darwin como o "ativo mais estratégico" da Austrália devido à sua localização voltada para a Ásia.
"Quando eu era ministro, colocamos fuzileiros navais dos EUA em Darwin. Quando você era ministro, vendemos o porto de Darwin para uma empresa ligada ao Partido Comunista Chinês", comentou Albanese, em 8 de maio.
A afirmação era referente a um acordo de 2011, entre os EUA e a Austrália, segundo o qual 2.000 fuzileiros navais americanos ficariam estacionados em Darwin em "modo de intercâmbio" até 2040.
De fato, no momento da decisão da Austrália de conceder a locação do porto à empresa chinesa, o então presidente dos EUA, Barack Obama, disse a Turnbull que Washington deveria ter recebido um "aviso" sobre a decisão.
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Os laços desgastados de Camberra com Pequim foram uma questão importante nas pesquisas durante a campanha eleitoral do mês passado.
Os trabalhistas acusaram o governo de Morrison de "fracasso de política" devido à crescente presença chinesa na Austrália, que continua sendo o maior parceiro comercial de Camberra. Pequim também divulgou seu acordo de cooperação de segurança com as Ilhas Salomão um mês antes da eleição federal australiana, levantando polêmica no governo do país.
As declarações do novo primeiro-ministro australiano sobre o porto de Darwin ocorrem em meio a tensões crescentes entre Pequim e Camberra, depois que o Ministério da Defesa chinês acusou um avião espião P-8 da Força Aérea Real Australiana (RAAF, na sigla em inglês) de violar sua soberania no mar da China Meridional durante um missão de vigilância em 26 de Maio.
Albanese rejeitou as preocupações de Pequim durante sua entrevista coletiva nesta quarta-feira, reiterando que o incidente ocorreu em águas "internacionais".
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