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Pentágono teme que satélites dos EUA possam vir a ser alvo da Rússia e China

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Torre de comunicações por satélite - Sputnik Brasil, 1920, 03.06.2022
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Na última década, o Pentágono tem pedido que o governo coloque maior ênfase no aprimoramento das capacidades da tecnologia e infraestrutura de comunicações orbitais dos EUA, que se tornaram vitais para as Forças Armadas e a economia do país nas últimas décadas.
A maioria dos funcionários do Departamento de Defesa dos EUA acredita que os esforços futuros de combate exigirão uma capacidade avançada em rede baseada no espaço para satisfazer as necessidades operacionais, de acordo com um estudo.
A pesquisa anual foi realizada pelo Government Business Council (GBC) e a empresa de comunicações via satélite Viasat que, entre outras coisas, oferece serviços tanto ao governo americano como aos militares. Os pesquisadores que elaboraram o terceiro relatório anual "Estado das Tecnologias de Comunicações Militares" entrevistaram uma amostra aleatória de 312 funcionários do Pentágono de agosto de 2021 a janeiro de 2022 e descobriram que 68% dos entrevistados acreditam que os adversários vão igualar ou ultrapassar as capacidades de comunicação militar dos EUA dentro de cinco anos.
Apenas 19% dos entrevistados disseram que sua agência ou serviço está ativamente investindo em sistemas avançados de comunicações via satélite (SATCOM, na sigla em inglês) para apoiar as necessidades modernas de combate.
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Exatamente 40% dos entrevistados disseram que acreditam que sua agência ou serviço está adequadamente preparado para um ataque cibernético visando a tecnologia ou infraestrutura de comunicações de defesa dos EUA. Ao mesmo tempo, 28% afirmaram não acreditar que seu setor esteja preparado adequadamente para tal evento.
"O governo está reconhecendo a necessidade de modernizar as comunicações de defesa e a importância das capacidades comerciais", disse à Viasat o presidente Craig Miller, citado no comunicado.
"Mas a mudança cultural é muitas vezes mais difícil do que a mudança tecnológica. O pessoal do Departamento de Defesa vê os adversários adquirindo novas capacidades e sabe que são necessárias novas abordagens se os EUA querem manter a vantagem."
Washington não fez segredo que acredita que tanto a Rússia como a China representam uma ameaça significativa para a infraestrutura orbital americana. Dan Coats, diretor de Inteligência Nacional de Trump de 2017 a 2019, afirmou em um relatório que Pequim e Moscou "estão considerando cada vez mais ataques contra sistemas de satélite como parte de sua doutrina de guerra futura".
O antigo diretor afirmou que ambos os países "seguirão desenvolvendo uma gama completa de armas antissatélite como meio para reduzir a eficácia militar dos EUA".
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