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Macron diz que Rússia 'não deve ser humilhada' e destaca papel francês de mediação com a Ucrânia

© Julien de Rosa / PoolO presidente francês, Emmanuel Macron, participa de encontro no Palácio do Eliseu, em Paris, 3 de junho de 2022
O presidente francês, Emmanuel Macron, participa de encontro no Palácio do Eliseu, em Paris, 3 de junho de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 03.06.2022
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Nesta sexta-feira (3), o presidente francês, Emmanuel Macron, falou sobre a necessidade de não humilhar a Rússia nas negociações sobre o conflito na Ucrânia e apontou qual deve ser o papel francês no conflito.
A declaração de Macron aconteceu durante entrevista concedida ao jornal francês Ouest France. Segundo ele, o papel da França no conflito deve ser o de um "poder de mediação".
"A Rússia não deve ser humilhada para que nós possamos achar uma solução [para o conflito na Ucrânia] por meio da diplomacia no dia em que as hostilidades acabarem", disse.
Macron afirmou ainda que já passou mais de 100 horas no telefone com seu equivalente russo, Vladimir Putin, discutindo a situação da Ucrânia.

"Já perdi a conta das conversas que tive com Vladimir Putin desde dezembro [de 2021]. Cerca de 100 horas no total", disse o presidente francês.

© Sputnik / Russian Presidential Press Office / Abrir o banco de imagensPresidente russo Vladimir Putin e presidente francês Emmanuel Macron (à direita) durante as conversações em Moscou
Presidente russo Vladimir Putin e presidente francês Emmanuel Macron (à direita) durante as conversações em Moscou 
 - Sputnik Brasil, 1920, 03.06.2022
Presidente russo Vladimir Putin e presidente francês Emmanuel Macron (à direita) durante as conversações em Moscou
A operação militar especial russa na Ucrânia teve início no final de fevereiro deste ano após pedido formal de assistência militar feito a Moscou pelas recém-reconhecidas repúblicas populares de Donetsk e Lugansk (RPD e RPL). O apelo após o aumento de violações de cessar-fogo por parte de Kiev na região de Donbass.
Macron e Putin tiveram diversas conversas telefônicas antes e depois da deflagração da operação russa. O presidente francês chegou a visitar Moscou no início de fevereiro deste ano.
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