Membros da comitiva de uma delegação em frente da sede das Nações Unidas durante a 76ª sessão da Assembleia Geral da ONU em Nova York, 21 de setembro de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 09.11.2021
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Shinzo Abe: se Zelensky recusasse aderir à OTAN, desse autonomia a Donbass, não haveria hostilidades

© Sputnik / Aleksei NikolskyPresidente da Ucrânia, Vladimir Zelensky, durante a conferência de imprensa do Quarteto da Normandia, em 9 de dezembro de 2019
Presidente da Ucrânia, Vladimir Zelensky, durante a conferência de imprensa do Quarteto da Normandia, em 9 de dezembro de 2019 - Sputnik Brasil, 1920, 29.05.2022
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Shinzo Abe, ex-primeiro-ministro do Japão, disse em uma entrevista ao The Economist que a operação especial russa na Ucrânia poderia ter sido evitada se o presidente ucraniano Vladimir Zelensky tivesse feito algumas das coisas em que Moscou tem vindo a insistir há anos.
O antigo premiê especificou que Zelensky deveria ter feito uma promessa de que a Ucrânia não se juntaria à OTAN e deveria ter concedido às repúblicas populares de Donetsk e Lugansk (RPD e RPL) um elevado grau de autonomia.
Este último ponto foi estipulado nos Acordos de Minsk assinados em 2015 e concebidos basicamente como um plano de ação para a reintegração das RPD e RPL na Ucrânia.
Entretanto, Shinzo Abe observou que era improvável que Zelensky aceitasse fazer isso.
"Eu entendo que isso seria difícil de fazer, talvez um líder americano pudesse tê-lo feito. Mas é claro que [Zelensky] recusaria."
Porta-voz presidencial russo Dmitry Peskov - Sputnik Brasil, 1920, 27.05.2022
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O ex-premiê japonês sugeriu ainda que presidente russo Vladimir Putin "acredita no poder e é um realista ao mesmo tempo" e não fará sacrifícios apenas em prol de ideais ou ideias.
Em 24 de fevereiro de 2022, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, anunciou o início de uma operação militar especial para "desmilitarização e desnazificação da Ucrânia".
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