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Crise de abastecimento: segurança alimentar global é ameaçada por restrições à exportação de açúcar

© AP Photo / Rajanish KakadeSacos de açúcar empilhados em uma loja atacadista em Mumbai, Índia, 25 de maio de 2022
Sacos de açúcar empilhados em uma loja atacadista em Mumbai, Índia, 25 de maio de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 29.05.2022
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A segurança alimentar está ameaçada agora que mais nações consideram limitar as exportações para conter a alta de preços dos mercados domésticos.
É provável que os preços do açúcar subam devido às restrições de exportação impostas por vários países produtores que buscam controlar a alta dos preços domésticos dos alimentos.
O impacto da pandemia de COVID-19, que prejudicou seriamente as cadeias de suprimentos globais, foi dramaticamente agravado pela crise na Ucrânia e pelas subsequentes sanções impostas à Rússia. O conflito entre os dois maiores exportadores de grãos interrompeu o abastecimento global.
Vários países passaram a limitar as exportações de outras commodities importantes, colocando a segurança alimentar global sob ameaça, ao mesmo tempo em que arriscam novos aumentos nos preços dos produtos agrícolas.
Na segunda-feira (23), o Cazaquistão iniciou uma proibição de seis meses às exportações de açúcar branco e de cana. A Índia está considerando impor restrições às exportações de açúcar pela primeira vez em seis anos para evitar um aumento nos preços domésticos. A proibição da Índia deve atingir cerca de 10 milhões de toneladas das exportações desta temporada.
Colheita de trigo (imagem referencial) - Sputnik Brasil, 1920, 21.05.2022
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Na semana passada, a Reuters informou que as usinas de cana-de-açúcar no Brasil, o maior produtor e exportador mundial de açúcar, estavam cancelando contratos de exportação de açúcar e mudando a produção para etanol na tentativa de aproveitar os altos preços da energia. Os cancelamentos estimados podem equivaler a até 400 mil toneladas de açúcar bruto.
No início deste mês, o Paquistão impôs uma proibição total às exportações de açúcar, citando profundas preocupações com a inflação. Em março, a Rússia proibiu as exportações de açúcar até o final de agosto.

"Para o açúcar, é relativamente fácil para as usinas brasileiras mudar a produção para a produção de etanol se a economia fizer sentido, e isso pode impulsionar os mercados globais de açúcar", afirmou o fundador e diretor de pesquisas de mercado da Sitonia Consulting, Darin Friedrichs, ao South China Morning Post.

"Em particular, à medida que os preços dos alimentos e da energia estão subindo, há um foco maior no uso de alimentos para a produção de combustível", acrescentou.
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No início desta semana, a chefe do FMI, Kristalina Georgieva, alertou que a economia global está enfrentando "seu maior teste desde a Segunda Guerra Mundial". O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse que os níveis globais de fome "estão em um novo recorde", com o número de pessoas que enfrentam insegurança alimentar grave dobrando em apenas dois anos, de 135 milhões antes da pandemia para 276 milhões hoje.
No entanto, o diretor comercial da AB Sugar China, Dong Xiaoqiang, disse que não espera uma escassez global de açúcar este ano, apesar das crescentes preocupações, acrescentando que a Índia e a Tailândia, segundo maior produtor de açúcar do mundo e segundo maior exportador, respectivamente, devem aumentar sua produção de açúcar ainda este ano.
"O que aconteceu recentemente é mais uma demonstração de tensão emocional sobre o fornecimento de alimentos, incluindo açúcar", disse Dong à mídia chinesa. "A maioria dos países que anunciaram proibições de exportação são pequenos produtores de açúcar com um equilíbrio apertado entre oferta e demanda, e poucos contratos foram cancelados no Brasil", disse ele, acrescentando que os preços ainda devem subir.
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