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Saudi Aramco: crise energética global vai piorar com aumento de demanda da China

© AFP 2022 / FAYEZ NURELDINEUma visão parcial da planta de processamento de petróleo Abqaiq da Saudi Aramco, 20 de setembro de 2019
Uma visão parcial da planta de processamento de petróleo Abqaiq da Saudi Aramco, 20 de setembro de 2019 - Sputnik Brasil, 1920, 25.05.2022
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O chefe da maior empresa petrolífera do mundo explicou que a atual crise energética remonta desde antes da pandemia de COVID-19 devido a más políticas de transição para as energias renováveis.
A crise energética global pode piorar ainda mais à medida em que a demanda de setores-chave se recupera, alertou o CEO da Saudi Aramco, Amin Nasser.
"O mundo está operando com menos de 2% da capacidade [de petróleo] disponível. Antes da COVID-19, a indústria aeronáutica consumia 2,5 milhões de barris de petróleo por dia a mais do que hoje. Se a atividade da indústria da aviação começar a acelerar, vai haver um grande problema", disse Nasser à Reuters durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos.
Além disso, segundo o CEO, as restrições de combate à pandemia de COVID-19 impostas na China não devem durar muito e, portanto, a demanda global por petróleo vai voltar a crescer. As autoridades de Xangai já estão aliviando as medidas de bloqueio após sete semanas, com o objetivo de retornar à vida normal em fases, a partir de 1º de junho.
Embora a operação militar especial da Rússia na Ucrânia e as sanções impostas pelo Ocidente em retaliação contra Moscou tenham disparado os preços do petróleo bruto, isso "teria acontecido" de qualquer maneira porque a atual crise de energia remonta a antes do conflito, esclareceu o chefe da companhia. "Estávamos passando por uma crise energética por falta de investimento, e ela começou a ser sentida como resultado da pandemia", acrescentou.
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Segundo Nasser, o mundo enfrenta uma grande escassez de oferta de petróleo, pois a maioria das empresas tem medo de investir no setor petrolífero devido às pressões da política de energia renovável. O processo de transição energética foi muitas vezes caótico e perturbador, lamentou ele.

"Não existe plano bom. Quando você não tem o plano B pronto, não demonize o plano A", disse o executivo. Muitos políticos e instituições como a Agência Internacional de Energia ou a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP26) "dizem que até 2030 não precisamos mais [das petroleiras], então por que construir um projeto que leva seis ou sete anos para materializá-lo?", questionou.

Nasser acredita que passos errados durante a transição energética global apenas encorajariam um maior uso do carvão pelos países em desenvolvimento. "Para os governos dessas nações, a prioridade é colocar comida na mesa para seu povo. Se o carvão pode fazer isso pela metade do preço, eles farão com carvão", disse ele.
Por outro lado, ele enfatizou que a Saudi Aramco não pode expandir rapidamente sua capacidade de produção, apesar dos apelos do Ocidente para isso. Ele insistiu que a petroleira manteria sua meta original de expandir a capacidade para 13 milhões de barris por dia dos atuais 12 milhões, até 2027.
"Se pudéssemos fazer isso [expandir a capacidade] antes de 2027, teríamos feito. Isso é o que dizemos aos políticos. Leva tempo", concluiu.
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