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Cientistas: experiências com vírus dos EUA poderiam ter originado pandemia da COVID-19

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SARS-CoV-2 (imagem referencial) - Sputnik Brasil, 1920, 21.05.2022
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Dois acadêmicos expressaram dúvidas não só sobre os dados fornecidos pela China, mas também pela falta de informações de organizações dos EUA, que afirmaram poder explicar a origem da COVID-19.
Os experimentos americanos com vírus que poderiam saltar de animais para pessoas poderiam ter contribuído para o surgimento do SARS-CoV-2, escreveram cientistas em um artigo publicado na quinta-feira (19) na revista Proceedings of the National Academy of Sciences.
Os autores da publicação pediram uma investigação independente e transparente sobre a origem da pandemia da COVID-19, argumentando que, embora mais transparência por parte das autoridades chinesas poderia ter ajudado muito durante os estágios iniciais da disseminação, algumas pesquisas americanas também levantam preocupações.
"Argumentamos aqui que há muitas informações importantes que podem ser obtidas de instituições de pesquisa sediadas nos EUA, informações ainda não disponibilizadas para um escrutínio independente, transparente e científico", escreveram os acadêmicos Jeffrey Sachs e Neil Harrison em uma declaração conjunta da Universidade de Columbia.
A Universidade da Carolina do Norte (UNC, na sigla em inglês), a Universidade da Califórnia em Davis (UCD, na sigla em inglês), os Institutos Nacionais da Saúde (NIH, na sigla em inglês) e a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID, na sigla em inglês) foram listadas entre as organizações americanas que poderiam ser mais transparentes.
Pessoas usando máscaras andam em um mercado de rua nos primeiros meses do surto da doença coronavírus (COVID-19) em Wuhan, província de Hubei, China, 8 de fevereiro de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 29.10.2021
EUA concluem que vírus da COVID-19 não foi elaborado como arma biológica pela China, diz relatório
"Uma ampla gama do trabalho de pesquisa do coronavírus foi feita não apenas em Wuhan [...] mas também nos Estados Unidos. Os detalhes exatos do trabalho de campo e de laboratório da parceria EHA [Academia de East Haven, na sigla em inglês]–WIV [Instituto de Virologia de Wuhan, na sigla em inglês]–UNC, e o envolvimento de outras instituições nos Estados Unidos e na China, não foram divulgados para análise independente", escreveram os professores.
Eles referiram que "a natureza precisa dos experimentos que foram conduzidos, incluindo a gama completa de vírus coletados do campo e o subsequente sequenciamento e manipulação desses vírus, permanece desconhecida".
Para os pesquisadores, as negações de envolvimento em pesquisas relacionadas à COVID-19 juntamente com instituições americanas são "tão boas quanto os dados limitados em que se baseiam", e a pesquisa colaborativa entre os EUA e a China levanta preocupações de que um vírus transmitido pelo ar podia ter infectado um trabalhador de laboratório, além de outros cenários possíveis de que o vírus foi criado pelo homem.
Sachs sublinhou a importância de mais pesquisas independentes e transparentes sobre a origem da pandemia, sugerindo que uma das formas de o fazer poderia ser "uma investigação bipartidária do Congresso de base científica".
Enquanto as opiniões científicas sobre as origens da COVID-19 seguem divididas, Washington acusou a China de alimentar a pandemia e ocultar os dados sobre o vírus, particularmente durante o mandato presidencial de Donald Trump (2017-2021). Pequim, por sua vez, sugeriu que o vírus poderia ter surgido de Fort Detrick, uma instalação de pesquisa biológica clandestina sediada em Maryland, EUA.
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