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Ex-soldado francês conta verdade incômoda sobre armas europeias na Ucrânia

© AFP 2022 / LUDOVIC MARINO presidente francês Emmanuel Macron espera para receber o presidente moldavo após sua reunião no Palácio do Eliseu, Paris, 19 de maio de 2022
O presidente francês Emmanuel Macron espera para receber o presidente moldavo após sua reunião no Palácio do Eliseu, Paris, 19 de maio de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 20.05.2022
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O ex-oficial militar francês Adrien Bocquet, que acaba de retornar da Ucrânia, exigiu que o presidente francês, Emmanuel Macron, explique por que Paris e a Europa estão fornecendo armas aos neonazistas ucranianos.
Bocquet enfatizou durante sua conversa com a SudRadio que ele tem uma pergunta simples para as autoridades francesas.
"Vamos considerar um fato simbólico importante. Fala-se muito sobre os emblemas do Batalhão Azov. Eles dizem que são de natureza cultural ou algo assim. Isso me deixou furioso. Vou mostrar alguns deles: à esquerda está o brasão Azov, que reproduz a insígnia da SS [organização paramilitar ligada ao Partido Nazista], e no centro a insígnia do Terceiro Reich, que também é emprestada sem alterações. Temos que fazer as pessoas entenderem. O emblema de Azov é o emblema da SS e do Terceiro Reich", contou o combatente.
"Quero fazer uma pergunta muito simples e a dirijo ao governo francês. Como explicar e justificar que a formação militar ucraniana, cujos combatentes usam as insígnias da SS e do Terceiro Reich, esteja armada com armas fornecidas pela França e pela Europa à Ucrânia? Deixe-me explicar: a Europa e a França enviam armas e munições para os ucranianos, e Azov, com essas armas, torna-se uma parte "normal" do Exército ucraniano. Então, como a Europa pode explicar essas entregas de armas aos neonazistas?", pergunta Bocquet.
"Sim, e por que Macron não visita a Ucrânia? Acho que Macron está começando a perceber que as armas e munições francesas estão caindo nas mãos de neonazistas. E também sei: dois terços dos militares franceses estão indignados com isso. A Europa e a França fornecem armas ao Batalhão Azov", afirmou o ex-soldado.
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"Dirijo-me não apenas aos militares franceses, mas a todos os militares europeus, a todos os judeus da Europa, e peço-lhes que perguntem: por que as armas são fornecidas ao grupo? Nossos veteranos morreram em 1945 lutando contra os nazistas para destruí-los. E, no entanto, esses mesmos nazistas estão hoje lutando silenciosamente com armas europeias", disse Bocquet.
Anteriormente, Adrien Bocquet, um ex-militar que serviu nas unidades de fuzileiros do Exército francês, contava à SudRadio os horrores que presenciou durante uma viagem humanitária à Ucrânia.
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