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'Crash do Bitcoin' prova que nenhum ativo está imune às flutuações de mercado

© AP Photo / Dado RuvicUma representação da moeda virtual Bitcoin na frente de um gráfico de ações nesta ilustração elaborada em 8 de janeiro de 2021
Uma representação da moeda virtual Bitcoin na frente de um gráfico de ações nesta ilustração elaborada em 8 de janeiro de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 18.05.2022
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A contínua desvalorização das criptomoedas foi provavelmente o resultado de um emaranhado de fatores que vão desde a inflação mundial à volatilidade do mercado financeiro, o que provocou a reação de investidores assustados, disseram especialistas internacionais à Sputnik.
Todas as principais criptomoedas tiveram uma queda esmagadora na semana passada. O Bitcoin subiu apenas perto de US$ 30 mil (cerca de R$ 149 mil) na segunda-feira passada (9), depois de cair abaixo de US$ 27.000 (aproximadamente R$ 134 mil) na última quinta-feira (12), o menor desde dezembro de 2020.
Para o administrador do site de investimentos e finanças em criptomoeda Greenery Financial, Zachary Greene, o crash foi causado pelas decisões do Sistema de Reserva Federal dos Estados Unidos (FED, na sigla em inglês) sobre as taxas de juros e a resposta dos EUA e da Europa à situação de conflito na Europa. Segundo o especialista, a combinação entre ambos resultou em muita incerteza nos mercados, fazendo com que os investidores médios começassem a experimentar uma forte inflação e em parte ainda reflexos das políticas durante os últimos anos de pandemia de COVID-19.
Um dos cofundadores do Tinder e especialista em criptomoedas, Christopher Gulczynski, acredita que o momento vivido pelo mercado de criptos é semelhante à crise dos "pontocom" do final da década de 1990, ou seja, estamos testemunhando o estouro da bolha das criptomoedas graças à uma especulação excessiva de negócios ligados à Internet.
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Mesmo que as criptomoedas tenham sido projetadas para existir fora do mercado de ações para protegê-las da inflação e mudanças drásticas nas políticas, além de liberá-las do controle do governo e de uma autoridade central, a realidade agora está se mostrando diferente, comprovando que de fato nenhum ativo está livre da influência de fatores externos.
O empresário e especialista em tecnologia, Andreas Grant afirmou que "sempre que há uma queda nas ações de tecnologia, isso afeta as criptomoedas também". Para o especialista, uma parte da volatilidade está diretamente relacionada ao número de pessoas que investem em criptomoedas ser flutuante, o que, na medida em que o mercado se difunde, pode significar maior estabilidade a longo prazo.
Cabe ressaltar que todos os especialistas concordam que as perspectivas de curto prazo das criptomoedas dependeriam muito da situação macroeconômica e que, no longo prazo, a indústria de criptomoedas continuaria a reunir apoiadores, pois ficaria mais claro que as estruturas monetárias centralizadas estão se tornando cada vez mais instáveis e vulneráveis à manipulação.
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Ao que tudo indica, as criptomoedas estão apresentando uma forte tendência de queda pelos próximos dias, e para o consultor financeiro e fundador do blog LinkBuilder, Stewart Dunlop, podem significar perdas importantes aos investidores.
"Quando o Bitcoin começou, eram apenas alguns dólares para comprar. Se você está nesse barco, segure-o. Se você comprou durante a mania, é hora de vender", afirmou Dunlop.
O professor associado da Universidade Adelphi, em Nova York, Mark Grabowski, autor do livro "Cryptocurrencies: A Primer on Digital Money" (Criptomoedas: Uma Cartilha Sobre Dinheiro Digital na tradução), acredita que a tecnologia do blockchain ainda é uma tecnologia bastante impulsionada principalmente por "hype" (exagero) e especulação.
"Acho que o 'Google' das criptomoedas ainda não existe. Mas eventualmente os preços vão ficar tão baixos que a vantagem se tornará grande demais para a ganância não tomar conta", afirmou o professor.
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