Membros da comitiva de uma delegação em frente da sede das Nações Unidas durante a 76ª sessão da Assembleia Geral da ONU em Nova York, 21 de setembro de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 09.11.2021
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Hungria propõe compensação multibilionária para aceitar embargo a petróleo da Rússia

© AFP 2022 / John MacDougallPeter Szijjarto, ministro das Relações Exteriores da Hungria, durante encontro informal de responsáveis pelas Relações Exteriores da OTAN em Berlim, Alemanha, 15 de maio de 2022
Peter Szijjarto, ministro das Relações Exteriores da Hungria, durante encontro informal de responsáveis pelas Relações Exteriores da OTAN em Berlim, Alemanha, 15 de maio de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 17.05.2022
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A Hungria deveria receber um grande investimento na sua infraestrutura energética para compensar a perda do petróleo russo ou receber permissão para ele fluir através de oleodutos, segundo Budapeste.
A Hungria deve receber uma grande compensação econômica da União Europeia (UE) para poder apoiar o embargo ao petróleo da Rússia, sugeriu na segunda-feira (16) Peter Szijjarto, ministro das Relações Exteriores húngaro.
"A Comissão Europeia causou um problema com uma proposta, então é uma expectativa legítima da Hungria [...] que a UE deve oferecer uma solução: financiar os investimentos e compensar [...] o [resultante] aumento dos preços, o que requer uma modernização total da estrutura energética da Hungria em uma magnitude de 15-18 bilhões de euros [R$ 79,56 bilhões-R$ 95,47 bilhões]", estimou, citado pela agência britânica Reuters.
Josep Borrell, chefe das Relações Exteriores da UE, questionou esses números, sublinhando que são muito mais altos que os anunciados por Szijjarto na reunião ministerial de Bruxelas do mesmo dia.
Logotipo da empresa estatal russa Gazprom em posto de gasolina de Moscou, Rússia, 11 de maio de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 13.05.2022
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Mídia: União Europeia pode atrasar embargo do petróleo da Rússia após protestos da Hungria
Szijjarto propôs ainda isentar do embargo o fornecimento de petróleo através de oleodutos.
Assim, a UE não conseguiu novamente chegar a um consenso, indicou Borrell, reconhecendo que a Hungria expôs argumentos econômicos, e não políticos, para não impor uma proibição de petróleo da Rússia.
A Hungria, a Eslováquia e a República Tcheca têm expressado preocupações com a imposição de um embargo ao petróleo russo, referindo que estão demasiado dependentes desse fornecimento. Viktor Orbán, primeiro-ministro da Hungria, em particular, afirmou que a medida seria equivalente a uma "bomba atômica" na economia do país.
As sanções da UE são impostas por consenso, ou seja, é necessário que todos os Estados-membros concordem com elas para que avancem.
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