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Global Times: ao ingressar à OTAN, Finlândia e Suécia perderão sua autonomia nas relações com Rússia

© AP Photo / Olivier MatthysSecretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg (no centro), durante coletiva de imprensa junto com o chanceler da Finlândia, Pekka Haavisto (à esquerda), e a da Suécia, Ann Linde (à direita), Bruxelas, 24 de janeiro de 2022
Secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg (no centro), durante coletiva de imprensa junto com o chanceler da Finlândia, Pekka Haavisto (à esquerda), e a da Suécia, Ann Linde (à direita), Bruxelas, 24 de janeiro de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 17.05.2022
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Se vierem a integrar a OTAN, a Finlândia e a Suécia perderão autonomia nas relações com a Rússia, o que colocará ambos os países ante o dilema de segurança, escreve o jornal chinês Global Times.
No domingo (15), a Suécia tomou a decisão oficial de submeter sua candidatura de adesão ao bloco, conforme comunicou o Partido Social-Democrata sueco, no poder. De acordo com o partido, caso o pedido seja aprovado, a Suécia passará a integrar a OTAN, embora não permita a implantação de armas nucleares e bases militares permanentes da aliança no seu território. Intenção idêntica foi anunciada também pelo presidente Sauli Niinisto e pelo governo da Finlândia.
A mídia nota que o ingresso à OTAN colocará ambos os países ante o dilema de segurança: a Finlândia e a Suécia querem garantir um ambiente mais seguro, mas "eventualmente esse se tornará ainda menos seguro".

"A adesão à OTAN fará com que a Finlândia e a Suécia, mas especialmente a primeira, percam sua autonomia nas relações com a Rússia. Depois de aderir à OTAN, poderá o país continuar determinando sua política em relação à Rússia com base em seus interesses nacionais? Quando a Finlândia e a Suécia se tornarem membros do bloco, terão que conduzir suas relações com a Rússia de forma passiva, de acordo com os interesses dos EUA e não de forma ativa, baseando-se nos seus próprios interesses", diz o artigo.

No dia 30 de janeiro de 2019, o vice-ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Ryabkov, participa de uma conferência sobre o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP), em Pequim - Sputnik Brasil, 1920, 16.05.2022
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Segundo a revista, Washington utiliza a crise ucraniana para seus próprios fins. Um deles, em particular, é retomar a Europa sob seu controle e submissão aos interesses globais da América.

"Quando mais países europeus se relacionam estreitamente com os EUA por razões de segurança, o continente tenderá a se comprometer com os EUA em outros campos", escrevem os autores, notando que Washington "usa a Europa como peão para servir a sua estratégia hegemônica".

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