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Putin: Ucrânia criou componentes de armas biológicas sob controle dos EUA

© SputnikVladimir Putin, presidente da Rússia, participa de reunião da Organização do Tratado de Segurança Coletiva (OTSC, na sigla em inglês), 16 de maio de 2022
Vladimir Putin, presidente da Rússia, participa de reunião da Organização do Tratado de Segurança Coletiva (OTSC, na sigla em inglês), 16 de maio de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 16.05.2022
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O presidente da Rússia abordou a questão das armas biológicas encontradas na Ucrânia durante a operação militar especial, e também a esperada adesão da Suécia e da Finlândia à OTAN.
Na Ucrânia estavam sendo criados componentes de armas biológicas sob a direção dos EUA com fins ofensivos, disse Vladimir Putin, durante a reunião da Organização do Tratado de Segurança Coletiva (OTSC, na sigla em inglês).
"Agora, durante a operação especial na Ucrânia, obtivemos provas documentais de que, perto das nossas fronteiras, basicamente eram criados componentes de armas biológicas, violando a Convenção sobre as Armas Químicas e Biológicas [BWC, na sigla em inglês]. Eram desenvolvidos possíveis métodos e mecanismos de desestabilização da situação epidemiológica no espaço pós-soviético", afirmou ele na segunda-feira (16).
O objetivo da iniciativa era coletar materiais biológicos e estudar a dinâmica de disseminação de vírus, apontou ele, lembrando que a Rússia há muito que tinha advertido sobre as atividades biológico-militares dos EUA no espaço pós-soviético.
Perigo biológico (imagem de referência) - Sputnik Brasil, 1920, 03.05.2022
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"Como se sabe, na nossa região comum foram criados pelo Pentágono dezenas de laboratórios biológicos e centros especializados, e eles não estão realmente fornecendo ajuda médica à população dos países em que desenvolveram suas atividades. Seu principal objetivo é a coleta de materiais biológicos e o estudo da dinâmica de disseminação de vírus e doenças perigosas para os seus próprios fins", segundo Putin.
Sobre o anúncio no domingo (16) pelos governos da Finlândia e da Suécia de que começariam o processo de adesão à OTAN, o presidente russo negou haver uma ameaça imediata, mas referiu que a Rússia responderá.
"[...] A Rússia, gostaria de informar-lhes, distintos colegas, não tem problemas com estes Estados e, portanto, neste sentido a expansão através destes países não cria uma ameaça direta à Rússia, mas a expansão da infraestrutura militar a esse território certamente causará nossa reação de resposta. E qual ela será, vamos analisar com base nas ameaças que serão criadas para nós. Basicamente, está sendo criado um problema do nada, reagiremos a ele de forma correspondente."
Para Vladimir Putin, "está sendo criado um problema [...] completamente artificial, visto que isso está sendo feito para beneficiar os interesses da política externa dos Estados Unidos. Em geral, a OTAN está sendo usada como um instrumento da política externa essencialmente de um país, de forma bastante persistente, hábil e bastante agressiva", o que "exacerba o já difícil ambiente de segurança internacional".
A Ucrânia também é o único país em que o neonazismo é incentivado, assinalou Putin, respondendo a argumentos de que há extremismo em todo o lado.
"Mas em nenhum lugar são glorificados nazistas a nível estatal, em lugar nenhum, e em nenhum dos países civilizados os órgãos governamentais incentivam marchas neonazistas com tochas, com simbolismo neonazista. Isso não acontece em lado nenhum. Infelizmente, isso acontece na Ucrânia", frisou.
"Infelizmente, em um país nosso vizinho, na Ucrânia, há muito que se observa um neonazismo desenfreado, ao qual alguns dos nossos parceiros do chamado Ocidente coletivo têm fechado os olhos, ou seja, têm incentivado na prática essa atividade. Tudo isso é acompanhado por um surto sem precedentes de russofobia raivosa nos chamados países civilizados e politicamente corretos da sociedade ocidental", lamentou o alto responsável russo.
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