Membros da comitiva de uma delegação em frente da sede das Nações Unidas durante a 76ª sessão da Assembleia Geral da ONU em Nova York, 21 de setembro de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 09.11.2021
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Especialista revela o que ajudará a Rússia a conter OTAN caso a aliança se expanda

© Sputnik / Aleksei Kudenko / Abrir o banco de imagensMíssil balístico intercontinental russo Yars é apresentado no ensaio do desfile militar em comemoração do 74º aniversário da vitória na Segunda Guerra Mundial
Míssil balístico intercontinental russo Yars é apresentado no ensaio do desfile militar em comemoração do 74º aniversário da vitória na Segunda Guerra Mundial - Sputnik Brasil, 1920, 16.05.2022
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Em resposta ao ingresso da Finlândia e Suécia na OTAN, a Rússia deveria alterar as condições de uso de suas armas nucleares táticas, afirmou em entrevista à Sputnik o especialista militar e editor-chefe da revista militar Natsionalnaya Oborona, Igor Korotchenko.
As mudanças devem também abranger a implantação de ogivas nucleares nos mísseis Kalibr e Iskander na fronteira ocidental.
De acordo com Igor Korotchenko, em caso de ingresso da Finlândia e Suécia no bloco já até junho, as Forças Armadas desses países serão integradas na estrutura militar da aliança. Se a situação do conflito europeu se agravar, em qualquer momento pode ser efetuado o desdobramento de unidades de combate das forças da OTAN ou outras ações nos territórios destes dois países, o que afetará drasticamente a segurança nacional da Rússia.
O soldado da Finlândia - Sputnik Brasil, 1920, 15.05.2022
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Moscou fortalecerá suas tropas na fronteira com a Finlândia se a OTAN levar armas à região
É extremamente importante para Moscou nivelar rapidamente essa e outras ameaças. Ao mesmo tempo, criar o potencial de contenção em forma de novas brigadas, divisões, fortalecimento dos sistemas de defesa antiaérea, especialmente para defender a fronteira extensa com a Finlândia, demandará recursos financeiros significativos e levará muito tempo.

"Apenas a chegada em 2022 de armas nucleares táticas nas tropas do Distrito Militar Ocidental e na Frota do Báltico poderá de forma rápida eliminar a disparidade que existe hoje e que aumentará ainda mais, se compararmos os potenciais das Forças Armadas da Rússia com o dos países da OTAN junto com seus novos membros, que nos superam significativamente em número tanto de pessoal como de armas e equipamento militar", aponta o analista.

"É preciso sermos pragmáticos e mudarmos a doutrina militar russa: a aposta no armamento nuclear tático deve se tornar a base para conter as aspirações agressivas da OTAN", acrescentou.
Na sua opinião, também é necessário começar o desenvolvimento da versão terrestre do complexo móvel com mísseis guiados Kalibr com implantação posterior nas regiões noroeste do país.
De acordo com o especialista, o Conselho de Segurança Nacional russo deve iniciar o estudo de possíveis passos de resposta.
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