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Membro da OPEP alerta: preços vão aumentar 300% se EUA aprovarem lei para controlar organização

© AP Photo / Ebrahim NorooziO ministro da Energia dos Emirados Árabes Unidos, Suhail al-Mazrouei, fala durante a Cúpula do Governo Mundial na Dubai Expo 2020, em Dubai, Emirados Árabes Unidos, 29 de março de 2022
O ministro da Energia dos Emirados Árabes Unidos, Suhail al-Mazrouei, fala durante a Cúpula do Governo Mundial na Dubai Expo 2020, em Dubai, Emirados Árabes Unidos, 29 de março de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 15.05.2022
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Washington vem reforçando a pressão sobre o grupo para aumentar a produção de petróleo e compensar a crise de combustíveis intensificada pelas sanções ocidentais ao petróleo russo.
Membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) criticaram as novas tentativas legislativas dos Estados Unidos de controlar a produção e os preços mundiais do petróleo, assegurando que tais esforços causariam caos no mercado de energia.
Um comitê do Senado norte-americano aprovou este mês um projeto de lei que permite ações antitruste contra membros da OPEP nos tribunais dos EUA.
O regulamento em questão, denominado em tradução livre de Lei Contra Cartéis de Produção e Exportação de Petróleo (NOPEC, na sigla em inglês), permitiria aos EUA eliminar a imunidade de jurisdição da OPEP com o objetivo de processar seus membros por atividades monopolistas no setor.
O projeto de lei, apresentado pela primeira vez em 2000, nunca se tornou lei, apesar de inúmeras tentativas. Se aprovado, Washington passaria a ter capacidade de controlar a produção e os preços globais do petróleo por meio de ameaças legais contra os membros da organização.
Logotipo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) fora da sede da organização em Viena, Áustria, 3 de março de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 08.05.2022
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Para entrar em vigor, no entanto, o projeto ainda precisa ser aprovado pelo plenário do Senado e pela Câmara dos Deputados, para ser então assinado pelo presidente.
Em meio à alta de preços causada pela recuperação da economia após a pandemia de COVID-19 e pelo conflito na Ucrânia, países consumidores de petróleo, como EUA e Japão, pressionam os países da OPEP a aumentar sua produção e, assim, estabilizar preços e a inflação.
O aumento dos preços do petróleo bruto está prejudicando o mercado doméstico, os negócios e o padrão de vida em muitos países, incluindo os EUA.
Segundo dados da Associação Automobilística Americana (AAA), os preços da gasolina no país norte-americano atingiram níveis recordes. O valor médio de um galão (3,7 litros) de gasolina ficou em US$ 4,47 (cerca de R$ 22,62) neste domingo (15), o preço mais alto registrado desde 2000.
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A OPEP tem rejeitado as demandas para aumentar a produção além dos aumentos moderados já acordados pelos países-membros.
O ministro da Energia dos Emirados Árabes Unidos, Suhail Al Mazrouei, disse à CNBC nesta semana que os EUA estão visando injustamente a organização por causa da crise energética e alertou que distorcer o sistema de produção existente pode fazer disparar os preços.
"Se esse sistema for minado, deve-se ter cuidado com o que se pede, porque quando o mercado fica caótico, se verá um aumento de 200% ou 300% nos preços, que o mundo não pode suportar", disse o ministro durante um evento do World Utilities Congress realizado em Abu Dhabi.
Também esteve presente na reunião o ministro da Energia da Arábia Saudita, o príncipe Abdulaziz bin Salman, que expressou preocupação com a NOPEC e exortou o mundo a "trabalhar de modo coletivo, responsável e global no abastecimento e no resgate da economia mundial".
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