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Conflito interminável na Ucrânia prejudica segurança global e a dos EUA, diz colunista

© AFP 2022 / Olivier DoulieryJoe Biden, presidente dos EUA, fala durante visita a centro de produção de metais em Hamilton, Ohio, EUA, 6 de maio de 2022
Joe Biden, presidente dos EUA, fala durante visita a centro de produção de metais em Hamilton, Ohio, EUA, 6 de maio de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 14.05.2022
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O conflito militar indireto dos EUA com a Rússia provoca as consequências mais graves não só para o povo ucraniano, mas também para a segurança dos Estados Unidos e dos seus aliados, escreve a jornalista Katrina vanden Heuvel em um artigo de opinião para The Washington Post.
"A economia global ainda estava devastada pela pandemia de coronavírus, o conflito na Ucrânia e as sanções impostas à Rússia só agravam a turbulência global", aponta colunista.
Heuvel ressalta que, no ano passado, a Rússia foi o maior exportador mundial de gás natural, o segundo maior exportador de petróleo bruto, e o terceiro maior exportador de carvão. O país é lider mundial no enriquecimento de urânio para usinas nucleares. Não é de surpreender que, desde o início da operação militar, o preço do combustível tenha aumentado.
As restrições impostas a Moscou fizeram aumentar os preços de uma série de commodities.

"Nosso aliados na Europa são atingidos de forma particularmente dura. Entretanto, os cidadãos dos EUA sofrem com o aumento dos preços nos mercados globais de aço, alumínio, baterias para carros, chips de computadores e muito mais", observa ela.

Além disso, a Rússia e a Ucrânia juntas fornecem 30% e 20% do suprimento mundial de trigo e milho respetivamente.
Muitos países da América Latina já enfrentam escassez de fertilizantes, com a agricultura brasileira em risco particular. Ainda por cima, 14 países africanos dependem do fornecimento de trigo da Rússia e a da Ucrânia.
De acordo com Heuvel, é do interesse dos EUA ajudar a contribuir para a resolução da situação atual e avançar para problemas mais graves, em vez de anunciar uma nova assistência militar à Ucrânia no valor de US$ 33 bilhões (R$ 169,5 bilhões).
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"Qualquer acordo exigiria sem dúvida a retirada das forças russas, provavelmente em troca da neutralidade da Ucrânia, o reconhecimento do controle da Crimeia por parte da Rússia e algum tipo de estatuto federado [das repúblicas populares de Donetsk e Lugansk]. E as sanções teriam, sem dúvida, de ser canceladas", opina a colunista em seu artigo.

Os Estados Unidos e seus aliados devem demonstrar de maneira clara à Ucrânia, Rússia, China e à Índia que eles apoiam um acordo que preserve a soberania ucraniana e conduza a um fim rápido do conflito. Isso corresponde aos verdadeiros interesses de segurança dos EUA, conclui a jornalista.
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