Membros da comitiva de uma delegação em frente da sede das Nações Unidas durante a 76ª sessão da Assembleia Geral da ONU em Nova York, 21 de setembro de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 09.11.2021
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Segundo pesquisa, norte-americanos acreditam que sanções prejudicam mais os EUA que Rússia

© AFP 2022 / DREW ANGERERO presidente dos EUA, Joe Biden, ouve palestrantes durante um evento sobre acesso à Internet de alta velocidade para americanos de baixa renda, no Rose Garden da Casa Branca, em Washington, DC, 9 de maio de 2022
O presidente dos EUA, Joe Biden, ouve palestrantes durante um evento sobre acesso à Internet de alta velocidade para americanos de baixa renda, no Rose Garden da Casa Branca, em Washington, DC, 9 de maio de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 10.05.2022
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Com sérios problemas econômicos em casa, pesquisa demonstra que maioria dos norte-americanos não estão preocupados com uma derrota de Kiev perante Moscou.
Uma pesquisa publicada no sábado (7) revelou que 53% dos norte-americanos acreditam que as sanções contra Moscou prejudicam mais os EUA do que a Rússia.
Em meio ao aumento dos preços do gás e do custo de vida, os eleitores estão perdendo a confiança na liderança do presidente dos EUA, Joe Biden, e 43% dizem que estão "OK" com uma eventual derrota da Ucrânia no conflito com a Rússia.
Com o maior pico de inflação dos últimos 40 anos e os elevados preços do gás, a pesquisa do Democracy Institute/Express.co.uk revelou que Biden está com resultados negativos em todas as áreas políticas, sendo a política externa a pior delas. Cerca de 56% dos entrevistados desaprovam sua condução dos assuntos exteriores, contra 40% de pessoas que aprovam sua conduta. Sobre a Ucrânia, especificamente, apenas 38% aprovam sua administração, enquanto 52% desaprovam.
O governo Biden tenta culpar a Rússia e seu presidente, Vladimir Putin, pelo aumento do custo de vida nos EUA, com seus funcionários se referindo repetidamente à crise de preços como "aumento de preços de Putin". No entanto, o custo de vida estava subindo há meses antes de a Rússia iniciar sua operação militar especial na Ucrânia, e os eleitores estão apontando o dedo para Biden por seus problemas econômicos.
Tanque de batalha Abrams do Exército dos Estados Unidos - Sputnik Brasil, 1920, 10.05.2022
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Cerca de 50% disseram que apoiariam os republicanos nas eleições de meio de mandato em novembro, em comparação com 42% que disseram que votariam nos democratas.
Para além disso, enquanto 43% dos pesquisados estão "OK" com a derrota da Ucrânia perante a Rússia (contra 41% de "não OK"), 53% dos norte-americanos acham que seria melhor Biden deixar o cargo do que Putin (44%).
Biden sancionou os setores bancário e de energia russos, e seu governo enviou quase US$ 4 bilhões em armas (pouco mais de R$ 20 bilhões) para a Ucrânia, com o secretário de Defesa Lloyd Austin prometendo "mover céu e terra" para financiar os combates de Kiev, ainda no mês de abril. O presidente dos EUA também pediu ao Congresso que aprovasse outro pacote de ajuda financeira de US$ 33 bilhões (mais de R$ 170 bilhões) para a Ucrânia – dos quais US$ 20 bilhões (cerca de R$ 103 bilhões) seriam destinados à ajuda militar – e na segunda-feira (9) assinou a Lei de Empréstimo e Arrendamento de 2022, permitindo que Washington envie quantidades ilimitadas de armas para Kiev.
Aos olhos do Kremlin, esse dilúvio de armas, mais os acordos de compartilhamento de inteligência dos EUA e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) com Kiev, significam que o Ocidente está "essencialmente entrando em guerra com a Rússia por meio de um representante".
Mísseis antitanque Javelin com bandeiras dos EUA no fundo como pano de fundo da visita de Joe Biden, presidente norte-americano (fora da foto) em uma fábrica que produz as armas em Troy, Alabama, EUA, 3 de maio de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 10.05.2022
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Os eleitores norte-americanos, no entanto, não são tão firmes quanto o governo Biden em alimentar este conflito. De acordo com a última pesquisa, eles consideram a Rússia a quarta maior ameaça aos EUA com apenas 16%, atrás da Coreia do Norte (18%), Irã (20%) e China (40%).
"Os americanos eram muito favoráveis às sanções no início, [mas] eles não estão tão interessados nas sanções quanto estavam antes", disse o diretor do Instituto de Democracia, Patrick Basham, ao Express. "Biden fez essas previsões desde o início – o rublo seria destruído, a economia russa iria quebrar, as pessoas se revoltariam, Putin sairia, os russos fugiriam da Ucrânia... [mas] nenhuma dessas coisas aconteceu."
A diferença entre expectativa e realidade tornou as pessoas cínicas, afirmou Basham, comparando a aparente perda de confiança à desilusão pública com as políticas de combate à pandemia de COVID-19 em todo o Ocidente.
"O problema [agora] é que pelo menos metade do país na América acha que foi enganado por muitas coisas [relacionadas à] COVID-19, então eles são ainda mais céticos em relação ao governo e à mídia do que eram há dois anos", afirmou ele.
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