Lockheed Martin anuncia grande aumento de produção de Javelin em meio ao conflito na Ucrânia

© AFP 2022 / Julie Bennett / Getty Images / HandoutMísseis antitanque Javelin com bandeiras dos EUA no fundo como pano de fundo da visita de Joe Biden, presidente norte-americano (fora da foto) em uma fábrica que produz as armas em Troy, Alabama, EUA, 3 de maio de 2022
Mísseis antitanque Javelin com bandeiras dos EUA no fundo como pano de fundo da visita de Joe Biden, presidente norte-americano (fora da foto) em uma fábrica que produz as armas em Troy, Alabama, EUA, 3 de maio de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 09.05.2022
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Os EUA e outros países ocidentais têm fornecido grandes lotes de armamento à Ucrânia, onde a Rússia tem realizado uma operação militar especial.
A montadora Lockheed Martin planeja aumentar drasticamente sua produção dos Javelin, em antecipação de uma forte demanda pelo sistema antitanque e outras armas, anunciou no domingo (8) Jim Taiclet, CEO da empresa.
"Portanto, neste momento nossa capacidade é de 2.100 mísseis Javelin por ano. Estamos nos esforçando para levar isso até 4.000 por ano, e isso levará alguns meses, talvez até alguns anos para chegar lá, porque temos que fazer com que nossa cadeia de fornecimento também aumente. Enquanto fazemos isso, pensamos que podemos quase dobrar a capacidade em um período de tempo razoável", segundo Taiclet, que falou com a emissora CBS.
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Taiclet observou que a "situação" na Ucrânia, onde a Rússia conduz uma operação militar especial, "destacou algumas coisas realmente importantes" para a Lockheed Martin.
"Uma delas é que precisamos ter sistemas superiores em números suficientemente grandes, como Javelin, Stinger, mísseis de cruzeiro avançados, equipamentos como esses. Portanto, sabemos que haverá demanda por esses tipos de sistemas por parte dos EUA e também dos nossos aliados e muito provavelmente mais além, na Ásia-Pacífico. A segunda lição realmente valiosa foi que o controle do espaço aéreo é realmente crucial", disse ele.
O CEO espera que as armas fabricadas pela empresa, "tais como F-16, F-35, mísseis Patriot, mísseis VAD", desfrutem de uma demanda crescente em meio ao conflito na Ucrânia, citando a suposta "ameaça" global da Rússia, China, Irã e Coreia do Norte para os EUA e seus aliados.
O Pentágono aprovou na sexta-feira (6) uma injeção de US$ 1,45 bilhão (R$ 7,44 bilhões) para o Exército e o Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA reabastecerem os estoques de Javelin, mísseis antiaéreos Stinger e outras armas. O financiamento é um programa diferente do pedido de US$ 33 bilhões (R$ 165,1 bilhões) de "ajuda" adicional à Ucrânia que a Casa Branca está buscando e que inclui US$ 5,4 bilhões (R$ 27,71 bilhões) para armas.
Somente os EUA enviaram à Ucrânia mais de 5.500 Javelin e mais de 1.400 Stinger nos últimos meses, sendo eles cerca de um terço e um quarto dos estoques do Pentágono destes sistemas, respectivamente.
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