Membros da comitiva de uma delegação em frente da sede das Nações Unidas durante a 76ª sessão da Assembleia Geral da ONU em Nova York, 21 de setembro de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 09.11.2021
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China responderá duramente se EUA e OTAN tentarem usar 'plano da Ucrânia' em Taiwan, diz professor

© AFP 2022 / Ted AljibeForças especiais da Marinha do Exército de Libertação Popular (ELP) da China
Forças especiais da Marinha do Exército de Libertação Popular (ELP) da China - Sputnik Brasil, 1920, 07.05.2022
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A China está acompanhando atentamente a situação na Ucrânia, com alguns autores do jornal chinês Global Times criticando os EUA por abusarem se seu status de superpotência e escalarem a crise na Ucrânia. Eles apelidam Washington de "Voldemort da ordem global", e de "vampiro" que cria "inimigos" e faz suas fortunas a partir dos lucros da guerra.
Pequim de fato tomou uma posição dura contra Washington e a OTAN em relação ao conflito na Ucrânia, diz Thomas W. Pauken II, um comentarista de assuntos da Ásia-Pacífico baseado em Pequim e autor do livro "EUA vs. China: da Guerra Comercial ao Acordo Recíproco".
A China escolheu uma estratégia de equilíbrio no que diz respeito à crise na Ucrânia desde o início da operação especial de Moscou. Pequim não adotou as restrições antirussas do Ocidente e se absteve em várias ocasiões de votar nas resoluções da Assembleia Geral da ONU contra Moscou.

"Pequim tem pouco a ganhar ao se juntar ao coro internacional condenando Moscou", escreve Yan Xuetong, professor e reitor do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Tsinghua em seu artigo de opinião no jornal Foreign Affairs.

Os chineses estão bem cientes de que, independentemente do que a China diz ou faz em resposta à operação especial russa, "é improvável que Washington suavize sua estratégia de contenção em relação a Pequim", segundo o professor.
"[Pequim] vê agora como Washington está deliberadamente escalando a guerra [na Ucrânia] a fim de perpetuá-la, enfraquecendo assim a Rússia e a China", escreve Xuetong. Se os EUA e a OTAN instrumentalizarem o "plano da Ucrânia" para provocar a China em relação à questão de Taiwan, que Pequim considera uma parte inseparável da China, é provável que a resposta do presidente Xi Jinping seja dura, ressalta Pauken.
"Os chineses acreditam que, se Taipé se juntar à OTAN ou declarar independência, Pequim não terá escolha a não ser invadir e retomar a ilha", escreve comentarista de assuntos de Ásia-Pacífico. "Os chineses não vêem uma separação pacífica chegando. Estão dispostos a morrer para retomar Taiwan. Mas os ocidentais parecem confusos e não entendem a mentalidade dos chineses em relação à questão de Taiwan".
Atualmente, a OTAN parece estar pronta para prosseguir com a expansão, já que a Finlândia e a Suécia estão pensando em aderir ao bloco. O comentador observa que também existem rumores de que o bloco militar transatlântico poderia admitir um dia a Coreia do Sul. A OTAN e Seul têm desenvolvido um diálogo e cooperação desde 2005.
Representante oficial da chancelaria chinesa, Hua Chunying - Sputnik Brasil, 1920, 05.05.2022
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Por que Pequim tenta se manter neutra ante conflito na Ucrânia e o que poderia mudar sua postura?
Pauken considera que, em tempos de alta inflação, os maiores vencedores serão os mercados com grandes quantidades de recursos naturais, incluindo petróleo, gás, carvão, minerais, terra raras e muitas outras commodities. Ao mesmo tempo, os maiores perdedores serão aqueles que dependem muito da indústria de serviços e do consumo ou seja, União Europeia (UE), o Reino Unido e os EUA.
"O mundo enfrentará severa escassez de energia e alimentos, além de sérias perturbações nas cadeias de abastecimento globais", opina autor.
Enquanto isso, os laços comerciais entre a China e a Rússia provavelmente "permanecerão robustos e com potencial para um enorme crescimento para ambos os lados", uma vez que a Rússia é o maior detentor de recursos naturais do mundo e membro fundador da iniciativa Um Cinturão, Uma Rota, de acordo com Pauken.
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