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Taiwan diz estar tirando lições do conflito na Ucrânia para uma possível investida da China

© AFP 2022 / Sam YehGuardas de honra em frente de bandeira taiwanesa durante cerimônia militar com John Briceno, primeiro-ministro de Belize (fora da foto), em frente ao escritório presidencial em Taipé, Taiwan, 9 de março de 2022
Guardas de honra em frente de bandeira taiwanesa durante cerimônia militar com John Briceno, primeiro-ministro de Belize (fora da foto), em frente ao escritório presidencial em Taipé, Taiwan, 9 de março de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 03.05.2022
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A ilha autogovernada afirma estar observando a operação militar especial da Rússia na Ucrânia e vendo como deve agir diante de uma possível "agressão" da China.
Taiwan tem estado observando o conflito na Ucrânia e extraindo lições no caso de uma semelhante operação pela China, revelou no domingo (1º) Joseph Wu, ministro das Relações Exteriores do território autogovernado, à emissora CNN.
Na opinião de Wu, o governo chinês deve estar calculando como os EUA e outros países reagiriam se conduzir uma incursão militar. Se Taipé não receber qualquer apoio, Pequim interpretará isso como "uma luz verde para a agressão". No entanto, o governo de Taiwan também está tentando aprender com os eventos na Ucrânia.
"[...] Nós tentamos ver o que podemos aprender da Ucrânia para nos defender", disse o chanceler taiwanês, e citou dois fatores que poderiam ajudar a ilha a se defender de um ataque.
A primeira é a "capacidade assimétrica", com o representante citando os combatentes ucranianos usando pequenas armas pessoais contra "um grande inimigo". Segundo Joseph Wu, Taiwan já tem treinado essa questão, mas ainda precisa fazer mais investimento nesse sentido.
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Para ele, a segunda área de importância é a defesa civil, em que todos os homens ucranianos "querem servir no Exército" e "ir para as zonas de guerra".
"[...] Esse tipo de espírito é de invejar pelo povo taiwanês", sublinhou o ministro, e acrescentou que os moradores locais "estão mais determinados para nos defender do que alguma vez antes".
Pequim considera Taiwan uma parte inalienável de seu território, e reitera que está destinado um dia a se reunificar com a China. O governo chinês cita também a política de Uma Só China adotada pela ONU ainda em 1971, que reconhece a República Popular da China como único representante, o que acabou sendo reconhecido também pelos EUA.
As autoridades chinesas rejeitam assim os paralelos de Taiwan com a Ucrânia, que dizem minar a soberania nacional e a integridade territorial chinesa.
Apesar do reconhecimento formal de Washington, os EUA têm relações não oficiais, incluindo militares, com Taipé, sob o Ato das Relações de Taiwan de 1979, e usam o conceito de ambiguidade estratégica para manter relações simultâneas com os dois territórios.
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