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Fósseis de folhas no Sudeste Asiático revelam antiga floresta de 4 milhões de anos (FOTOS)

CC BY 4.0 / Peter Wilf et al. / (cropped image)Folhas fósseis de Brunei Darussalam mostram dominância de dipterocarpos em Bornéu no período Plioceno
Folhas fósseis de Brunei Darussalam mostram dominância de dipterocarpos em Bornéu no período Plioceno - Sputnik Brasil, 1920, 02.05.2022
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Pesquisadores estudaram pela primeira vez fósseis de folhas em Bornéu e revelaram que as florestas tropicais que cobrem a superfície da ilha fomentam a biodiversidade há pelo menos quatro milhões de anos.
A paisagem atual, dominada por árvores dipterocarpos, ou seja, árvores de grande porte de folha persistente, se parece muito com a época do Plioceno, cerca de 2,6 milhões a 5,3 milhões de anos atrás, afirmaram pesquisadores em novo estudo divulgado pela Science Alert.
Com a biodiversidade tropical asiática atualmente sob grave ameaça, a ilha de Bornéu desempenha um papel crucial no apoio a essa biodiversidade com quase 270 espécies de dipterocarpos, o que representa mais da metade do total de espécies globais.
"Esta é a primeira demonstração de que a forma de vida dominante característica de Bornéu e de todos os trópicos úmidos asiáticos, as árvores dipterocarpos, não estavam apenas presentes, mas eram realmente dominantes", diz o paleobotânico da Universidade Estadual da Pensilvânia Peter Wilf. "Encontramos muito mais fósseis de dipterocarpos do que de qualquer outro grupo de plantas", completou.
CC BY 4.0 / Peter Wilf et al. / (cropped image)Folhas fósseis de Brunei Darussalam mostram dominância de dipterocarpos em Bornéu no período Plioceno
Folhas fósseis de Brunei Darussalam mostram dominância de dipterocarpos em Bornéu no período Plioceno - Sputnik Brasil, 1920, 02.05.2022
Folhas fósseis de Brunei Darussalam mostram dominância de dipterocarpos em Bornéu no período Plioceno
Entre as árvores tropicais mais altas do mundo, alguns dos dipterocarpos são capazes de crescer até cerca de 100 metros de altura.
No entanto, Wilf destaca que fósseis de rochas de suas folhas são difíceis de encontrar, por causa da cobertura fornecida pelas florestas e seus solos.
O novo estudo combina a análise do pólen e de folhas fósseis, identificando um mundo antigo de manguezais e pântanos cercados por florestas tropicais de planície, com vegetação rasteira diversificada de samambaias e abundância de plantas trepadeiras.
As florestas estão sob pressão de atividades madeireiras, conversão agrícola da terra e mudanças climáticas. Existem altas taxas de desmatamento em Bornéu, embora na área de Brunei da ilha – onde o estudo foi realizado – a maioria das florestas tropicais antigas ainda esteja preservada.
CC BY 4.0 / Peter Wilf et al. / (cropped image)Fragmento de folha fóssil do Pliocenio de Bornéu em perspectiva métrica
Fragmento de folha fóssil do Pliocenio de Bornéu em perspectiva métrica - Sputnik Brasil, 1920, 02.05.2022
Fragmento de folha fóssil do Pliocenio de Bornéu em perspectiva métrica
Para os pesquisadores, manter e expandir a preservação desses ecossistemas deve ser uma prioridade. Através da polinização e de um vasto estoque de sementes nutritivas, as árvores dipterocarpos atuam como a base da vida para muitos tipos de flora e fauna.
Agora, cerca de 89% das 460 espécies de dipterocarpos asiáticos têm status de Quase Ameaçadas, enquanto 57% são rotuladas como Ameaçadas, Criticamente Ameaçadas ou Extintas.

"Espero que este estudo estimule mais esforços de pesquisa sobre fósseis nos trópicos, pois eles nos dirão muito sobre a história natural da região", diz o ecologista da Universiti Brunei Darussalam, Ferry Slik.

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