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Passando da defensiva à ofensiva OTAN não trará segurança e paz, aponta jornal chinês

© AP Photo / Czarek SokolowskiEm Sochaczew, na Polônia, tropas norte-americanas e polonesas realizam teste com o sistema antiaéreo Patriot, em 21 de março de 2015
Em Sochaczew, na Polônia, tropas norte-americanas e polonesas realizam teste com o sistema antiaéreo Patriot, em 21 de março de 2015 - Sputnik Brasil, 1920, 26.04.2022
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Sanções ocidentais contra a Rússia vão além do nível dos governos nacionais, muitas são promovidas por instituições de capital privado e empresas multinacionais e vão desde cartões de crédito internacionais a proibição de obras de compositor russo Pyotr Ilyich Tchaikovsky.
Em um artigo de opinião para o jornal estatal chinês Global Times, Arturo Laguado, professor argentino da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, afirma que tal não acontecia nem mesmo no auge da Guerra Fria.
De acordo com ele, esta é a primeira vez que as tentativas de isolar um país têm ido além das ações de Estados-nação, deixando o papel dominante para o grande capital privado – capitais financeiros e corporações de tecnologia.
"De fato, a nova Guerra Fria econômica entre o Ocidente e a Rússia já começou. Gostaria de chamá-la de uma luta pela 'hegemonia do dólar'. Neste sentido, é semelhante, mas mais intensa do que a guerra comercial que o [ex-presidente dos EUA Donald] Trump lançou contra a China cinco anos atrás", aponta professor argentino.
Ele ressalta que as sanções do Ocidente contra a Rússia também são uma versão política internacional da "cultura do cancelamento" prevalecente nos países ocidentais. A chamada cultura do cancelamento é apenas outra frase para "censura". Na sociedade ocidental do pós-guerra, a palavra "censura" não é aceita, assim, o termo "cultura do cancelamento" está sendo criado.
A única diferença entre "cancelamento" e "censura" é que "cancelar" não é apenas promovido pelos governos, mas também pelo capital, meios de comunicação em massa e sociedade. Um exemplo típico é que as informações divulgadas pela Rússia serão bloqueadas pelos meios de comunicação e plataformas de informação, como o Twitter, e todos aqueles que não se opõem à Rússia vão encontrar a "cultura do cancelamento" na sociedade ocidental.
O discurso ocidental sobre a crise ucraniana é uma narrativa típica de "desistorização"(niilismo histórico). Ao tentar criar uma imagem da Rússia como um "invasor", eles ignoram deliberadamente o complexo contexto histórico do conflito. Quando a Rússia é descrita como ruim, o "cancelamento" da Rússia será "racionalizado".
"OTAN diz que o seu objetivo é defender a segurança da Europa. Se isso fosse verdade, quando a União Soviética se desmoronou, naturalmente, a OTAN também deveria ter sido dissolvida. Mas o fato é exatamente o posto. Em vez disso, a OTAN está se expandindo. Ela mudou completamente de uma organização defensiva para um bloco ofensivo. Nenhuma aliança militar trará segurança e paz, e o que será desencadeado é apenas a guerra. Por conseguinte, não é uma boa notícia para o mundo que países como a Finlândia procurem aderir à OTAN", observa Arturo Laguado.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Wang Wenbin, fala durante uma reunião diária no Ministério das Relações Exteriores em Pequim. Foto de arquivo - Sputnik Brasil, 1920, 26.04.2022
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No que toca a situação de Taiwan ele escreve que o que o Ocidente está fazendo com a Rússia hoje pode ser visto como um ensaio para o que eles farão com a China no futuro.

"Não tenho dúvidas quanto à intenção dos EUA de ‘arrancar à dentada' os interesses da China na questão de Taiwan", disse.

"Levará o conflito entre a Rússia e a Ucrânia à Terceira Guerra Mundial?", questiona o autor do artigo. "Acho que o risco existe. Na minha opinião, o presidente dos EUA, Joe Biden, não é um líder capaz de lidar com a situação extremamente sensível, delicada e complexa neste momento. Sua série de práticas mostrou ao mundo um declínio da liderança dos EUA e uma mudança no poder mundial, tal como foi na década de 1940, quando o Reino Unido estava em declínio e os EUA estavam em ascensão", conclui professor argentino.
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