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Irã diz que não abandonará planos de vingar assassinato de Soleimani mesmo se EUA retirarem sanções

© AP Photo / Bilal HusseinMenino segura uma foto do general Qassem Soleimani, chefe da Força Quds do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC, na sigla em inglês), morto em um ataque de drones dos EUA em Bagdá.
Menino segura uma foto do general Qassem Soleimani, chefe da Força Quds do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC, na sigla em inglês), morto em um ataque de drones dos EUA em Bagdá. - Sputnik Brasil, 1920, 23.04.2022
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O Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica notou que nenhuma retirada de sanções dos EUA ao Irã impedirá o grupo de executar um dia a vingança pela morte do general Qassem Soleimani.
Irã não abandonará seus planos de vingar a morte do general Qassem Soleimani, assassinado em um ataque de drone no Bagdá, Iraque, declarou na quinta-feira (21) um comandante de topo do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC, na sigla em inglês).
"O inimigo [EUA] constantemente envia mensagens dizendo que se desistirmos de tentar vingar Soleimani, que eles nos darão algumas concessões ou removerão certas sanções", disse Alireza Tangsiri, comandante da unidade naval do IRGC, citado pela agência britânica Reuters.
"Isso é pura fantasia. O líder supremo [do Irã, Ali Khamenei] insiste na vingança, e o comando do IRGC disse que a vingança é inevitável, e que escolheremos o tempo e a hora para ela", afirmou ele.
Em resposta a um pedido de comentários da Reuters, um porta-voz do Departamento de Estado dos EUA disse que se o Teerã quer ter sanções fora do âmbito do acordo nuclear de 2015 levantadas, ele deve abordar as preocupações de Washington fora desse pacto, em provável referência à demanda do governo iraniano de remover o IRGC da lista da Organização Terrorista Estrangeira (FTO, na sigla em inglês) norte-americana.
Mulher segura retrato de Qassem Soleimani, general iraniano pertencente à Força Quds do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC, na sigla em inglês), durante segundo aniversário de seu assassinato por ataque de drone, em Beirute, Líbano, 3 de janeiro de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 14.04.2022
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Comandante do IRGC: matar todos os líderes dos EUA não vingará assassinato de Soleimani
Em 2015 a Alemanha, China, EUA, França, Irã, Rússia e a União Europeia assinaram o Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA, na sigla em inglês), ou acordo nuclear iraniano, que limitaria o enriquecimento de urânio de Teerã para prevenir a possibilidade de desenvolver armas nucleares, em troca da remoção de várias sanções contra o país persa. No entanto, em 2018 a administração americana de Donald Trump (2017-2021) se retirou do acordo, o que levou Irã a começar se afastando dele em 2019.
Em 3 de janeiro de 2020 Soleimani, chefe da Força Quds do IRGC, junto com Abu Mahdi al-Muhandis, vice-comandante das Forças de Mobilização Popular iraquianas, foi morto no Aeroporto Internacional de Bagdá durante uma visita diplomática ao Iraque em um ataque coordenado pelos EUA e Israel, e ordenado diretamente por Trump. Cinco dias depois, Irã lançou ataques de mísseis contra bases militares dos EUA no Iraque, ferindo 110 militares norte-americanos.
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